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CPMF emperra pacote cambial

Num artigo de hoje do caderno de economia de um jornal está escrito que, pelo risco de perder arrecadação, a prometida reforma cambial, que serviria para compensar o real valorizado, está mais uma vez adiada. Vão-se lá 45 dias que se adia isso.
Argumenta a Fazenda que, permitir que os exportadores deixem parte de suas receitas das exportações no Exterior para pagar suas importações, poderia reduzir em até R$ 200 milhões as tão magras receitas tributárias da Nação.
Diz o Ministro que não se pode perder nem um centavo da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) que incide sobre os dólares que ingressam no Brasil. E, como não se pode cobrar dita taxa sobre dinheiro que não entre no país, só resta ao Governo adiar mais um pouco a edição desse prometido pacote de benesses, que ajudaria a valorizar o dólar para manter nossos exportadores ainda na dura labuta de exportar.
Passamos então a esperar pelos advogados da Receita para que criem uma fórmula mágica que compense o Erário Público, na mais absoluta legalidade.
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Redação AB

24 jul 2006

2 minutos de leitura

Enquanto isso seguimos recusando novos pedidos em dólar ou perdendo dinheiro com aqueles que não podemos cancelar.
Então pensei se não seria possível ao Governo economizar em seus gastos quantia equivalente. E por que não? Afinal só com a eliminação do mensalão e o fim dos sanguessugas quanto vai haver de melhora na despesa? Sem falar no que vamos deixar de gastar, com o PT pagando pelo combustível do Aerolula nas viagens de sua campanha, para reeleger o Presidente. E isso sem cobrar a promessa de redução na carga tributária.
Por outro lado, o Ministro Furlan já cansou de falar, muito dessa perda de CPMF será compensada pelo aumento na exportação decorrente da vantagem que a nova política cambial propiciaria.
Ficaríamos então assim combinados: o Governo cortaria suas despesas, para cobrir uma metade das perdas, e os empresários se comprometeriam a cobrir a outra metade, com incremento de suas receitas em dólares.
Uma fórmula simples e rápida de ser negociada. Mas onde está a vontade política de adotá-la? E ainda por cima em ano eleitoral? Chega de sonhar, não?
Você concorda?

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