
Na mesma tendência de baixa, a concessão de crédito diminuiu 18,5% em janeiro na comparação anual, passando de R$ 7,7 bilhões para R$ 5,5 bilhões. A queda do montante reflete além do menor volume de vendas, a continuidade da política de maior restrição ao crédito por parte dos bancos cada vez mais seletivos.
Já a inadimplência, que computa os atrasos dos pagamentos acima de 90 dias, subiu 0,1 ponto porcentual em janeiro contra dezembro, passando de 4,1% para 4,2%. Apesar do índice para veículos estar abaixo dos 10,7% para outros bens, o relatório do BC mostra sua evolução: em dezembro de 2014, a inadimplência estava em 3,9% e assim permaneceu até setembro do ano passado, quando começou a oscilar entre 4% e 4,1% até dezembro último.
Enquanto isso, os dados sobre atrasos entre 15 e 90 dias, que servem como termômetro para a inadimplência, vem diminuindo ao longo dos meses. Em janeiro de 2016 fechou em 7,8% para veículos, o menor índice da série há dois anos, no mínimo: em mesmo mês de 2015 o índice estava em 12,7%, caindo mês a mês até apontar para 8,2% em dezembro.
TAXAS E PRAZOS
A taxa média de juros também subiu em janeiro encerrando o mês em 27,5%, a maior dos últimos dois anos, segundo o relatório. No comparativo referente a janeiro de 2015, quando a taxa era de 26,8%, elevou-se em 0,7 ponto porcentual ou 3,7%. Contra dezembro, cujo índice aplicado para financiamentos de veículos foi de 26%, houve alta de 5,7%.
Já os prazos médios dos contratos para o financiamento de veículos têm mantido o índice de 41 meses ao longo dos últimos 12 meses, incluindo janeiro deste ano e exceto janeiro de 2015, quando o prazo era de 42 meses.