O saldo total das carteiras de financiamento registrado até março corresponde a 4,8% do PIB Nacional, estimado em R$ 4,2 trilhões, ante 4,9% no mesmo período de 2011, representa 9,7% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 30,3% do total de crédito destinado a pessoas físicas.
“O cliente que, por exemplo, adiou a compra do carro em 2011 porque achava que a situação econômica não era tão clara, pode agora retomar o planejamento de aquisição do veículo. Ainda é cedo para sentirmos os reflexos nas vendas e na oferta de crédito, mas isso deve ocorrer nos próximos meses”, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef, em nota.
A inadimplência acima de 90 dias, em alta desde o ano passado, apresentou nova alta de 0,2 pontos porcentuais em março, atingindo 5,7% no primeiro trimestre de 2012. Um ano antes o índice era de 3%. Segundo a Anef, a nova política de crédito implementada deve reduzir o número de inadimplentes. “Com as novas políticas de crédito das financiadoras, em alguns casos, são solicitados uma entrada maior ou um parcelamento mais curto para salvaguardar a saúde financeira do potencial cliente e para que ele não tenha maiores dificuldades de cumprir com seu compromisso”, avalia Carbonari.
A taxa de juros praticada no primeiro trimestre ficou em 1,98% ao mês, enquanto no mesmo período de 2011 estava em 2,20%. Os planos de financiamentos fecharam com média de 41 meses, sendo que o prazo máximo permaneceu em 60 meses.