No gráfico da figura 1 notamos esta evolução sendo que, de 2012 para 2014, o salto registrado foi importante. Isso reflete tendência também verificada com outros equipamentos, como sistemas de áudio, travas elétricas entre outros, de se aumentar o conteúdo dos veículos de entrada. Isto foi, em parte, induzida pelos carros de entrada importados antes da vigência do Inovar-Auto que ofereciam veículos completos com preços relativamente baixos.
EVOLUÇÃO DA INSTALAÇÃO DE AR-CONDICIONADO EM VEÍCULOS LEVES NO BRASIL

Outros fatores que impulsionaram este crescimento é o aumento da percepção de segurança e conforto por parte dos usuários ligado ao crescimento do tempo em que os passageiros permanecem dentro dos veículos nas grandes cidades e ao aumento de poder aquisitivo da chamada nova classe C, bem como a redução relativa nos preços dos sistemas.
Atualmente muitas montadoras já oferecem sistemas de ar-condicionado em toda a sua linha, já a partir das versões de entrada, ficando a diferenciação para os modelos premium com sistemas de controle eletrônico ou sofisticações como saídas de ar múltiplas direcionadas para a traseira da cabine.
Do ponto de vista tecnológico também há tendência de melhoria no desempenho do sistema, cujas unidades mais recentes afetam menos o consumo de combustível, possuem recirculação e controle dos difusores acionadas eletricamente em contraste com sistemas mais antigos que usam controle mecânico por cabos e alavancas e usam trocadores de calor de maior eficiência, menor volume e, consequentemente, peso inferior.
Os sistemas de climatização tradicionalmente se dividem em três categorias: ventilação, ventilação com aquecimento e ar-condicionado completo. Esta última opção pode ter comando manual ou eletrônico de temperatura. Além disso, há aplicações mais sofisticadas, com a difusão do ar para a parte traseira da cabine e, em alguns casos, até controle separado para frente e para a traseira.
Na figura 2 vemos os tipos de sistema de climatização. Notamos que a versão mais simples, somente com ventilação do ar, tem apenas 4% de participação. Esta modalidade tende a desaparecer. Na figura 3 temos a participação de sistemas automáticos de controle de temperatura.

O mercado de sistemas de ar-condicionado originais automóveis e comerciais leves deve chegar a cerca de R$ 1 bilhão em 2016, considerando veículos produzidos na Argentina e no Brasil. Todas as grandes empresas globais que fornecem este sistema possuem operações no Brasil e vêm investindo na atualização de seus produtos.