
Abaixo dessa cilindrada, os mesmos 10% deverão ter ABS ou CBS (veja aqui). Em 2019, 100% dos modelos produzidos ou importados terão de contar com um dos dois sistemas.
Segundo o Cesvi, as motocicletas que não tinham ABS em 2014 nem mesmo como opcional representavam 67,5% da oferta. Em 2015 o índice caiu para 62,8%. Outro aspecto importante é a presença de um sistema mais eficiente constituído pelo freio a disco nas rodas dianteira e traseira, que está presente em 60,7% das versões analisadas, ante 12,4% das versões que utilizam o sistema de freio a tambor. O restante, quase metade, tem disco dianteiro apenas.
O levantamento atualizado do Cesvi mostra que nenhuma moto até 125 cc vendida no Brasil tem ABS. Entre 125 e 250 cc o centro encontrou o sistema antitravamento como item de série em 1,5% das versões disponíveis e em outro 1,5% como opcional. Das versões analisadas, 47% tinham freio a disco nas duas rodas; 49% somente nas rodas dianteiras e 4% com freio a tambor em ambas as rodas.
Nas motos, além de reduzir a distância de parada, o ABS também ajuda a impedir quedas causadas pelo travamento das rodas, especialmente a dianteira. Como esclarecimento, o sistema CBS combina a atuação do freio das rodas dianteira e traseira. Custa menos que o ABS e ajuda a reduzir acidentes por diminuir a distância de frenagem, mas não impede travamentos. O Cesvi precisa incluir a oferta do sistema em seu próximo estudo.
A unidade da Bosch em Campinas (SP) tem capacidade para produzir ABS para motos, mas ainda não fornece diretamente às fábricas instaladas no Brasil.
Para ver o estudo completo do Cesvi Brasil sobre a presença de freio ABS nas motos, acesse
www.cesvibrasil.com.br.