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Cresce a robustez energética das baterias

O automóvel, que antes era simplesmente uma máquina mecânica com baixa demanda de eletricidade, hoje é um produto complexo com centenas de sistemas eletrônicos computadorizados que dependem de energia elétrica para tudo. Não por acaso, os fabricantes de baterias investem cada vez mais em produtos tecnológicos para acompanhar esta evolução.
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Redação AB

03 dez 2013

2 minutos de leitura

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“Há 30 anos, a bateria mais vendida era a de 40 ampères-hora. Hoje é a de 60 Ah”, afirma o presidente executivo da Baterias Moura, Sergio Moura, que acredita no aumento da eletrificação dos veículos, principalmente agora com o Inovar-Auto e a imposição do desafio de aumento da eficiência energética.

“Em 2017, acredito que mais de 50% dos veículos produzidos no Brasil terão sistema start-stop e isso demanda baterias mais robustas”, diz Moura. A tecnologia desenvolvida na Europa desliga o motor em pequenas paradas no trânsito, como no semáforo, e o religa automaticamente assim que o condutor tira o pé do pedal de freio ou aciona a embreagem.

Moura explica que, para suportar o processo de desligar e religar o carro diversas vezes, as baterias para veículos com sistema start-stop deverão ser de no mínimo 70 Ah, mas com capacidade de carga três vezes superior às atuais. “Já estamos finalizando o desenvolvimento de um produto específico para atender esta demanda”, revela o executivo.


CERTIFICAÇÃO

Desde junho, todos os fabricantes só podem produzir baterias automotivas com o selo do Inmetro. Segundo Moura, desde março os produtos da companhia estão certificados. “O maior desafio foi atingir a capacidade nominal de cada bateria, dentro dos níveis tolerados pela norma, ao menor custo possível”, afirma o executivo, defendendo a iniciativa da certificação compulsória como uma conquista do consumidor.

O diretor comercial da Baterias Cral, Joaquim Vaz Filho, concorda e ressalta a importância da certificação. “A iniciativa confere uma concorrência mais justa ao mercado. Para o consumidor, implica aumento da segurança. O impacto sobre o meio ambiente diminui, já que os processos passam a ser ainda mais eficientes. E os revendedores ostentarão maior credibilidade junto aos clientes”, avalia.


MERCADO

Com crescimento de 12,4% na produção de veículos entre janeiro e outubro em 2013 em relação ao mesmo período do ano passado, a Baterias Moura, que detém cerca de 50% do mercado de componentes originais, não tem do que reclamar. De acordo com Sergio Moura, as vendas neste canal subiram 14% no período. Já no mercado de reposição, a companhia detém 20% de participação e projeta crescimento de 15% este ano sobre 2012.

Para 2014, Moura acredita que o mercado OEM enfrentará desaceleração no crescimento de produção, que deverá avançar apenas 3%. Ainda assim, a empresa espera aumento da ordem de 10% na demanda do mercado de reposição. Joaquim Vaz Filho, da Baterias Cral, que atua exclusivamente no aftermarket, define: “Este é um mercado que cresce aceleradamente, fomentado pela alta demanda de veículos novos.”