
“Há 30 anos, a bateria mais vendida era a de 40 ampères-hora. Hoje é a de 60 Ah”, afirma o presidente executivo da Baterias Moura, Sergio Moura, que acredita no aumento da eletrificação dos veículos, principalmente agora com o Inovar-Auto e a imposição do desafio de aumento da eficiência energética.
“Em 2017, acredito que mais de 50% dos veículos produzidos no Brasil terão sistema start-stop e isso demanda baterias mais robustas”, diz Moura. A tecnologia desenvolvida na Europa desliga o motor em pequenas paradas no trânsito, como no semáforo, e o religa automaticamente assim que o condutor tira o pé do pedal de freio ou aciona a embreagem.
Moura explica que, para suportar o processo de desligar e religar o carro diversas vezes, as baterias para veículos com sistema start-stop deverão ser de no mínimo 70 Ah, mas com capacidade de carga três vezes superior às atuais. “Já estamos finalizando o desenvolvimento de um produto específico para atender esta demanda”, revela o executivo.
CERTIFICAÇÃO
Desde junho, todos os fabricantes só podem produzir baterias automotivas com o selo do Inmetro. Segundo Moura, desde março os produtos da companhia estão certificados. “O maior desafio foi atingir a capacidade nominal de cada bateria, dentro dos níveis tolerados pela norma, ao menor custo possível”, afirma o executivo, defendendo a iniciativa da certificação compulsória como uma conquista do consumidor.
O diretor comercial da Baterias Cral, Joaquim Vaz Filho, concorda e ressalta a importância da certificação. “A iniciativa confere uma concorrência mais justa ao mercado. Para o consumidor, implica aumento da segurança. O impacto sobre o meio ambiente diminui, já que os processos passam a ser ainda mais eficientes. E os revendedores ostentarão maior credibilidade junto aos clientes”, avalia.
MERCADO
Com crescimento de 12,4% na produção de veículos entre janeiro e outubro em 2013 em relação ao mesmo período do ano passado, a Baterias Moura, que detém cerca de 50% do mercado de componentes originais, não tem do que reclamar. De acordo com Sergio Moura, as vendas neste canal subiram 14% no período. Já no mercado de reposição, a companhia detém 20% de participação e projeta crescimento de 15% este ano sobre 2012.
Para 2014, Moura acredita que o mercado OEM enfrentará desaceleração no crescimento de produção, que deverá avançar apenas 3%. Ainda assim, a empresa espera aumento da ordem de 10% na demanda do mercado de reposição. Joaquim Vaz Filho, da Baterias Cral, que atua exclusivamente no aftermarket, define: “Este é um mercado que cresce aceleradamente, fomentado pela alta demanda de veículos novos.”