
No acumulado de janeiro a abril, as exportações brasileiras de autopeças, para 156 países, caíram 42,5%, para US$ 1,85 bilhão.
As importações também se retraíram e totalizaram US$ 2,5 bilhões, 34,2% menos.
Com esses resultados, o déficit da balança comercial passou de US$ 566,2 milhões nos primeiros quatro meses de 2008 para US$ 639,7 milhões, aumento de 13%.
Quem comprou do Brasil
A região que mais comprou autopeças brasileiras no quadrimestre (41,3% de participação no total) foi a América do Sul, com US$ 764,82 milhões – uma queda de 36% sobre o mesmo período de 2008. América do Norte e Europa adquiriram componentes em valores parecidos (US$ 435 milhões e US$ 430 milhões, respectivamente) e cerca de 23% de participação.
O principal destino de nossas exportações de autopeças é a Argentina, que comprou US$ 503,31 milhões no quadrimestre (queda de 39,62%). Vêm a seguir os Estados Unidos (US$ 286,24 milhões, queda de 54,82%), Alemanha (US$ 139,01 milhões, queda de 50,18%), México (US$ 137,95 milhões, queda de 48,59%), Países Baixos (US$ 134,36 milhões com avanço de 205%), e Venezuela (US$ 109,42 milhões, queda de 9,36%).
Vale destacar o crescimento das compras de nossas autopeças pelo Países Baixos e também de Angola, em nono lugar entre nossos clientes, com 39,13 milhões e avanço de 205%.
Quem vendeu ao Brasil
36% de nossas importações de autopeças no quadrimestre vieram da Ásia e Oceania, a partir de países como o Japão (US$ 895,25 milhões, 1º lugar) e China (US$ 140,31 milhões, 5º no ranking de fornecedores).
Compramos da Alemanha, segundo maior fornecedor, US$ 360,46 milhões; dos Estados Unidos (3º), US$ 335,79 milhões; da Argentina (4º), US$ 275,25 milhões. A Tailândia aparece no ranking em sexto lugar, com um avanço de 45,87% no quadrimestre, para US$ 135,94 milhões. A Índia, em 13º, avançou 31%, para US$ 32,17 milhões.
