
-Confira aqui a cobertura completa do IV Fórum da Indústria Automobilística.
O cenário atual, na avaliação de Mendonça de Barros, traz dificuldades a essa mudança de produção. De acordo com o economista, há perda de qualidade regulatória, prejuízo nas empresas causado pela política cambial, prejuízo da Petrobras para seus acionistas e fornecedores, perdas associadas ao novo modelo elétrico, multas aplicadas pela receita e agências regulatórias e aumento de custos, especialmente da mão de obra.
INFLAÇÃO PREOCUPANTE
O sócio da MB Associados informou que já há aumento generalizado de preços. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) compilado por sua empresa, dos 365 itens medidos pelo instituto, 70% cresceram e 30% sofreram aumento de preços acima de 30%.
Para ele, a simples oferta de produtos, sem o aumento da qualidade na cadeia, não levará à expansão. “Apenas a alta do consumo não nos fará crescer mais”, afirma. Segundo o economista, o Brasil crescerá em 2013 (3%) e em 2014 (3,5%) muito sustentado nas ações de investimentos públicos, por causa das eleições e da Copa do Mundo.
Todavia, em paralelo a isso há risco na oferta de energia por conta da dependência do País em hidrologia. A escassez de chuvas teve como consequência reservatórios abaixo dos níveis esperados. E com as reservas técnicas já utilizadas a situação de fornecimento de energia é preocupante. Nesse ambiente de incerteza, o setor privado se mantém cauteloso e não está investindo.
No entanto, Mendonça de Barros identifica sinais de mudança de posição do governo no sentido de atrair investidores privados. A edição de editais de concessão de prestação de serviços públicos (aeroportos e rodovias, por exemplo) indica que a administração pública quer atrair o capital privado. No entanto, mudanças nas regras estabelecidas e baixas taxas de retorno diminuem o interesse das empresas em participar desses negócios.