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Crescimento zero seria bom para 2009?

Ardila ao Valor: estou 50% conservador, 20% pessimista e 30% otimista.
Os ânimos para enfrentar 2009 variam com o sofrível humor do mercado e de empresa para empresa. Ninguém mais acredita que a indústria automobilística sairá ilesa da crise que toma forma, seja diante da escassez de crédito, dificuldade de confirmar investimentos ou dos sinais de queda na programa de encomendas. Na área de caminhões, a queda do segundo turno na Ford (que seria implantado logo a seguir) deixou preocupados os fornecedores que atendem também outras montadoras. Poucos acreditam que a Volkswagen Caminhões e Mercedes tenham fôlego para manter o ritmo. Mário Luft, presidente do grupo Luft, está pessimista com o futuro imediato no setor de transportes – seja na atividade resultante da agricultura ou da indústria. Para ele a safra cai – e não será pouco. Pelo ânimo de Luft, as encomendas de caminhões podem ser adiadas, especialmente se a safra empacar e não houver agilidade nas operações Finame. Já a jornalista Marli Olmos escreveu no jornal Valor de ontem, 11, que a indústria automobilística prepara-se para não crescer em 2009: a estabilidade já é considerada um sinal positivo. Jaime Ardila, presidente da GM no Mercosul, trabalha com três cenários de produção da indústria em 2009: no mais conservador o volume empataria com o total esperado para este ano – 3,5 milhões de unidades. Ele diz estar 50% conservador, 20% pessimista e 30% otimista. “Mas isso muda a cada semana”, avisa. No cenário pessimista de Ardila, a produção de veículos no Brasil em 2009 pode ficar em 3,18 milhões e na otimista, 3,7 milhões.
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12 nov 2008

2 minutos de leitura