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Agência Estado
Segundo nota publicada por Fernanda Guimarães na Agência Estado, na quarta-feira, 10, a Embraer não recebeu cancelamento de pedidos por conta da crise, que passou a gerar mais preocupações desde a última sexta-feira com o rebaixamento da o rating do crédito dos Estados Unidos. A informação veio do vice-presidente de Operações de Aviação Executiva da Embraer, Marco Túlio Pellegrini, durante coletiva de imprensa em São Paulo.
O executivo disse à jornalista que no momento ainda é difícil estabelecer os impactos no mercado de aviação. Ele entende que, mesmo com crise, os Estados Unidos deverão continuar respondendo por grande parte dos volumes de aviões executivos em todo o mundo.
De acordo com Pellegrini, os eventuais efeitos da crise não são imediatos. “Ainda é preciso entender a dinâmica dessa crise e é difícil fazer previsões”, disse. Ele explicou, ainda, que a companhia negocia com clientes chineses a venda de jatos executivos, mas não quis fazer projeção sobre a data de eventual fechamento do pedido.
O vice-presidente da Embraer observou que apesar das restrições impostas na China, “faz toda lógica que a companhia esteja presente naquele país”. Segundo ele, o potencial do mercado chinês para a aviação executiva em geral é de US$ 14 bilhões entre 2011 e 2020, enquanto no Brasil a expectativa para o período é de US$ 6 bilhões.
A fabricante brasileira negocia com a parceira Aviation Industries of China (Avic) o início da montagem do Legacy na China. “Vamos trabalhar para ser o mais rápido possível”. No ano passado a Embraer chegou a optar pelo fechamento da fábrica chinesa, devido aos planos chineses de produzir seus próprios aviões e não querer a Embraer como concorrente. O governo brasileiro chegou a um acordo com o governo chinês para a produção do jato executivo Legacy 650.