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Crise não impede aumento de preço

A crise pela qual passa o setor automobilístico, que amargou queda de vendas de 18,4% nos quatro primeiro meses do ano, não foi o suficiente para frear o aumento dos preços. Pesquisa feita pela Molicar com revendedores de carros indica um aumento médio de 0,5% em abril. O levantamento é realizado com base no preço praticado do carro zero, nas concessionárias e no mercado paralelo, resultando no índice Preço de Verdade.
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Redação AB

13 mai 2015

2 minutos de leitura

No acumulado do ano o carro zero já subiu 3,93%. O índice, mesmo sendo menor do que a inflação medida pelo IPC da Fipe (4,72%) é alto considerando a pouca procura verificada nas concessionárias nos últimos meses. As montadoras, portanto, conseguiram repassar o índice do IPI, que retornou ao preço do carro em janeiro de 2015.

Das marcas tradicionais apenas a Ford teve queda em abril, de 0,3%. Os preços da Fiat aumentaram 0,4%, portanto abaixo da média, mas Volkswagen (+1,1%) e GM (+2,4%) tiveram aumentos expressivos. A marca que mais subiu de preço foi a chinesa Rely, com alta de 6% no mês. Em seguida, aparecem a Ssangyoung (+4,7%) e a Jeep, cujos preços subiram 4,2% no mês passado.

Outras marcas tiveram aumentos acima da média, caso da Toyota, com + 1,9%, da Mitsubishi e Audi com + 1,3% e Peugeot, cujos preços subiram 1,3%. Os carros da Mercedes-Benz foram os que mais reduziram o valor em abril, ficando 4,6% mais baratos. A BMW também caiu: – 0,8%. Renault (0,5%) e Nissan (-0,7%) são outras que tiveram quedas expressivas de preço.

A picape Rely 1.0 foi o modelo que mais encareceu em abril, conforme cotação Molicar, com um aumento de 17%. Em seguida, vieram o sedã Altima, da Nissan, com alta de 16,6%; o Subaru Legacy, +16,3% e o Chery Celer, com + 14,7%.

O Audi TT, foi o carro que mais reduziu preço (-12,6%) por causa da perspectiva de chegada do modelo novo, que será lançado em breve. Em seguida vem o Volvo V40, que foi o segundo carro com maior redução (-11,6). O terceiro foi o T6, da Jac, com preço 11,4% menor.


Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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