
O vice-presidente Paulo Cardamone estima que 1,38 milhão de unidades serão emplacadas no primeiro semestre, com avanço acima de 3% em relação
ao mesmo período do ano passado.
Para o consultor, a expectativa para o segundo semestre é repetir as vendas registradas no mesmo período do ano passado. “Isso deve acontecer especialmente porque o último trimestre de 2008 teve forte impacto com a falta de credito associada à aversão ao risco no pico da crise financeira internacional” – explicou.
Cardamone entende que a prorrogação da redução de IPI continua contribuindo para a manutenção do nível de confiança do consumidor, mas adverte: o que tem mantido o mercado aquecido, de fato, é a melhora do crédito no que diz respeito a juros e promoções, além da continuidade de lançamentos.
Para a CSM a produção de veículos leves completos (sem contar CDK) deve atingir 2,702 milhões de unidades e ficar 4,6% menor que em 2008, com flutuações significativas no primeiro trimestre e forte impacto provocado pela queda nas exportações.
No segmento de comerciais pesados, caminhões e ônibus, a previsão da consultoria para as vendas internas foi corrigida para 128 mil unidades, 14% abaixo de 2008. A produção, sem CKD, deve alcançar 151,0 mil unidades e ficar 36% menor que 2008. A queda é atribuída, em especial, à expressiva diminuição esperada nas exportações, acima de 50% em relação ao ano passado.
“Programas de incentivo para a área agrícola e redução de juros na compra de caminhões e ônibus usados podem melhorar o panorama para este segmento no segundo semestre” – afirma Cardamone.