Reconhecendo que a aquisição do livro que recomendei é um pouco difícil, eu mesmo só o encontrei por acaso no aeroporto de Florianópolis antes da chegada dos hermanos, resolvi escrever um segundo artigo para complementar o que descrevi no artigo anterior.
O livro constata que os países que progrediram nos quesitos que atormentam nossa região, tinham um denominador comum: todos cresceram graças a um aumento dos investimentos produtivos. Se algo se aprende desse fato é que só aumentando significativamente a capacidade produtiva é que poderemos criar empregos, crescer economicamente e distribuir riqueza.
Se a América Latina conseguisse atrair uma parcela dos investimentos que hoje vão para a China ou para a Índia, e se os próprios latino americanos aplicassem uma porcentagem dos mais de 400 bilhões de dólares que eles mesmos tem investidos em bancos estrangeiros, nossa região poderia dar um salto ao desenvolvimento em muito menos tempo que imaginamos.
O que surpreendeu o autor na China, no Chile, na Rep. Checa, na Polônia e na Irlanda foi a rapidez com que passaram da pobreza para a esperança e a irrelevância de suas ideologias políticas no processo de modernização.
Outro denominador comum desses bem-sucedidos emergentes é o forte enfoque em educação. Desde o ensino obrigatório de uma segunda língua, como o Inglês na China e no Chile, até o estímulo às Universidades para formar mais cientistas e técnicos do que sociólogos, como fez a Irlanda.
O último capítulo do livro dedica-se à estratégia para a América Latina neste século do conhecimento. Andrés vai direto no cerne do problema: o erro estratégico que a nossa região comete ao acreditar que dispor de recursos naturais e de matérias primas bastarão para sustentar nossas economias. A riqueza das nações, hoje em dia, advém da produção de idéias.
Os maiores produtores de petróleo como Arábia Saudita, México, Nigéria e Venezuela, e de produtos agrícolas como Argentina e Brasil, ainda não conseguiram superar o problema da pobreza que os assola. Por sua vez, Luxemburgo, Liechstentein, Malásia, Singapura, Taiwan, Israel e Hong Kong, sem recursos naturais, são países que estão entre os de maior renda per capita.
Mas não se trata de abandonar a produção agrícola, a mineração ou a extração de outras matérias primas, pois estas são áreas de vantagem comparativa para a Argentina, para o Brasil e para o Chile. O que devemos é aproveitar esse fato e nos tornar os produtores mais eficientes dessas matérias primas e partindo disso diversificarmos para produtos mais sofisticados. E o melhor exemplo a seguir é o da Finlândia que de exportador de madeira, passou a produzir e exportar móveis, passando ao design de móveis e finalmente concentrou-se no design de tecnologia, que foi muito mais rentável. A Nokia trilhou esse exato caminho.
Exemplos de promessas de Presidentes reeleitos, ou seriam novos “Cuentos Chinos” (intentar convencer alguém, de alguma coisa, com uma mentira)?:
“Se no primeiro mandato começamos a 80 km/h e não conhecíamos a pista como o Felipe Massa, no segundo começaremos a 120.” Lula, 29/10/06
“Vamos dar mais entrevistas, vamos cansar os jornalistas com entrevistas.” Lula, 29/10/06
“Pretendo, até Dezembro, conversar com todas as forças políticas que compõem o Congresso, com todos os segmentos da sociedade.” Lula, 29/10/06
“O segundo mandato é mais difícil e será mais gostoso. Terei de provar que faço mais do que fiz.” Lula, 25/11/06
“Precisamos destravar a economia. É condição sine qua non para dar o passo seguinte no desenvolvimento do País.” Lula, 5/12/06
“Nosso governo nunca foi nem é populista. Este governo foi, é e será popular.” Lula, 1/1/07
“Os próximos 4 anos serão de muito trabalho. E vamos trabalhar mais, porque já conhecemos os caminhos das pedras, sabemos onde é que as coisas emperram.” Lula, 1/1/07
“Amanhã é dia de nós dizermos, em alto e bom som: “Deixa o homem trabalhar, senão o país não cresce como precisa crescer.” Lula, 1/1/07
“Todos esses setores estratégicos que foram privatizados, como o de eletricidade, serão nacionalizados. Eles são muito importantes para todos nós.” Hugo Chávez, 8/1/07
“O Banco Central não deve ser independente – isso é uma idéia neo-liberal.” Hugo Chávez, 8/1/07
“Mas os povos são sábios. Sabem que na Venezuela há uma revolução profunda e democrática.” Hugo Chávez, 19/1/07 [email protected]
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