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Custo de extração do petróleo tem folga para triplicar

Por conta do acidente da British Petroleum (BP) no Golfo do México, o custo de extração do barril de petróleo no mercado brasileiro “tem folga” para continuar a triplicar até 2013, segundo Helder Queiroz, consultor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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Redação AB

01 jun 2010

2 minutos de leitura

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Ele fez o comentário ao ser questionado sobre a continuidade do avanço no custo de extração do petróleo brasileiro – que saltou de US$ 3,42 por barril para US$ 10,42 por barril de 2003 para 2008, de acordo com o estudo “Perspectivas de desenvolvimento do setor petróleo e gás no Brasil” divulgado pelo Ipea.

“Se eu fosse questionado sobre isso, sobre essa continuidade, há um mês e meio, eu diria que não, isso não vai continuar com o mesmo ritmo que ocorreu (entre 2003 e 2008). Mas hoje, tudo mudou por conta do acidente da BP”, afirmou Queiroz.

Ele explicou que, no momento, todas as empresas de petróleo no mundo estão refazendo cálculos de custos de exploração e produção de petróleo. Isso porque o acidente no Golfo do México acendeu um sinal de alerta entre as companhias do setor quanto aos custos de segurança da extração do petróleo. “Isso vai ter um impacto violento (nos custos). Vai fortalecer medidas restritivas, de segurança, que vão se concretizar no custo mais elevado (de extração)”, afirmou o especialista.

No caso do Brasil, o setor deve crescer nos próximos anos embalado na exploração do pré-sal, que já demandaria alta de custos mesmo se não houvesse ocorrido o acidente da BP. Isso porque a era de campos gigantes de petróleo, de fácil exploração, “acabou no mundo”, nas palavras de Queiroz.

Na avaliação do pesquisador, há um consenso entre as empresas de petróleo no mundo de que a nova era no campo de exploração e produção do petróleo será em áreas mais profundas, como no caso do pré-sal brasileiro. De acordo com dados do levantamento do Ipea, as reservas do pré-sal já processadas até o momento somam entre 12 bilhões e 14 bilhões. “Conforme for prosseguindo a certificação de novas reservas, este montante pode quintuplicar até 2020”, comentou o especialista.


Fonte: Alessandra Saraiva, Agência Estado.