
A Dacia está estudando a possibilidade de lançar um microcarro para concorrer com o Citroën Ami. Segundo informações da revista “Autocar“, a fabricante romena, que pertence ao Grupo Renault, estaria de olho no segmento de mobilidade urbana compartilhada, que cresce rapidamente na Europa.
A marca, que fez fama com projetos de baixo custo, está se aventurando em outros segmentos. Além do SUV Bigster, que pode ser fabricado pela Renault no Brasil em breve, outros dois modelos do segmento “C” (de porte médio) serão lançados nos próximos anos.
Um novo rival vem aí?

Hoje, o Spring (basicamente uma versão aprimorada do Renault Kwid E-Tech comercializado por aqui) também ganha mercado entre os carros elétricos mais acessíveis. Entretanto, a marca não descartou lançar um produto ainda menor.
Perguntado pela “Autocar” a respeito do papel dos carros em cidades cada vez mais populosas, o chefe de design da Dacia, David Durand, afirmou que o transporte público nem sempre é adequado para todos. E que as bicicletas não são uma solução tão segura assim.
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“Por que você precisa de um carro no centro de uma cidade?”, indagou o designer. “Além disso, o transporte em duas rodas pode ser bastante perigoso para algumas pessoas”.
Faltam incentivos
Durand confessou ser fã da proposta do Citroën Ami. Tanto é que não descartou o lançamento de um produto para concorrer com o pequenino francês. “Estamos considerando de tudo”, admitiu.
De fato, um projeto como o Ami seria adequado às pretensões da Dacia. Além de ser um dos menores e mais baratos carros elétricos da Europa, o Citroën dispensa itens de conforto e conveniência presentes na maioria dos automóveis, como ar-condicionado, central multimídia, assistências à condução e até direção elétrica. Isso permite que o Ami seja vendido a um preço bastante competitivo, podendo ser conduzido por maiores de 16 anos e até sem habilitação.
Durand, inclusive, acredita que as autoridades europeias poderiam incentivar a compra deste tipo de veículo na Europa. “Não existe uma regulamentação para isso. Não há nada que encoraje os clientes a comprar um carro abaixo do Dacia Spring”, concluiu.
