
A DAF Caminhões comemora a boa fase do mercado brasileiro de veículos pesados de carga e aproveita para reforçar sua estratégia de crescer e aparecer. O novo presidente da companhia no Brasil, Carlos Ayala, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês, reforça que uma de suas principais metas é aumentar a participação da marca no mercado, além de elevar a fidelização por meio da satisfação do cliente.
“Estamos próximos de atingir os 10% de market share no segmento acima de 40 toneladas, com isso, vamos colocar a DAF entre os principais players do mercado”, afirma Ayala, presidente da DAF.
Com discurso otimista, mas conservador, Ayala acredita que a marca deva alcançar a meta entre o curto e médio prazo, o que pode significar, inclusive, já nos resultados deste ano. “Vamos tentar”, disse.
A DAF foi a montadora de caminhões que registrou o maior índice de crescimento no ano passado: 55,7%, com o emplacamento de 1.048 unidades, o que lhe garantiu participação de 7,2% e quarta posição no ranking, considerando apenas o mercado acima de 40 toneladas. No mercado total, a marca fechou 2017 em sétimo lugar e 2% de market share.
Este ano, os números continuam positivos: em julho, por exemplo, a marca registrou recorde vendas mensais, com 275 caminhões emplacados e participação de 70,2%.
“Tenho a convicção de que vai se repetir frequentemente”, declarou o diretor comercial, Luis Gambim, sobre os bons números registrados até agora.
Prestes a completar seu quinto ano de operação no Brasil, em outubro próximo, a DAF é cautelosa em cada passo. Gambim conta que a busca incessante pela qualidade em todos os aspectos – produto e atendimento ao cliente – mantém a marca nos trilhos. Embora o executivo admita que exista fila de espera extensa para o segmento – para se ter ideia, toda a produção deste ano da DAF já está vendida – ele defende a manutenção do cliente a fim de fortalecer a marca e elevar a taxa de fidelização.
“Até poderia estar vendendo mais caminhões que estou vendendo hoje, mas temos foco nos objetivos, primeiro, alcançar os 10% no mercado em que atuamos e isso também se faz ganhando a confiabilidade do cliente. Não temos pressa, queremos crescer com segurança e solidez”, afirma.
Dados da companhia revelam que a base de clientes cresceu 60% só este ano e que 40% deles são recorrentes. Para isso, a montadora tem apostado grandes esforços na rede de concessionárias, hoje formada por 35 pontos de venda.
Ao mesmo tempo, o executivo não menospreza a força do mercado e afirma que está nos planos aumentar gradativamente a produção em sua fábrica paranaense de Ponta Grossa. Ele diz que o ritmo está crescente, e embora a marca não divulgue mais seu número de produção, informa que neste ano deve mais que dobrar o volume com relação ao de 2017, quando produziu 1,2 mil caminhões.
“Estamos operando em um turno e eventualmente em alguns sábados. A fábrica tem capacidade para produzir 10 mil por turno, então, temos muito espaço para crescer.”