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Daimler Trucks reduz previsão de lucro em 2016 por queda nas vendas

A Daimler Trucks, divisão de veículos pesados do Grupo Daimler, que integra entre outras marcas a Mercedes-Benz, reduziu sua previsão de lucro para 2016 devido à constante queda nas vendas do mercado global de caminhões, que segundo a empresa, serão prejudicadas pelas menores demandas no Brasil, Estados Unidos e Oriente Médio.
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Redação AB

20 mai 2016

2 minutos de leitura

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Em comunicado, a companhia diz que agora espera que o Ebit – lucro antes de juros e impostos – seja significativamente menor neste ano. Em 2015, a empresa apurou o melhor Ebit de sua história, ao totalizar € 2,7 bilhões.

No Brasil, a empresa projeta retração do mercado em 20% neste momento em que a situação política e também econômica se deteriorou mais uma vez. No início de 2016 a expectativa era de queda na ordem de 10% (leia aqui). Por conseguinte, a Daimler Trucks informa que deve ampliar os ajustes no volume de mão de obra da Mercedes-Benz, para a qual a matriz tem ofertado opções de demissão voluntária, o que deve gerar € 100 milhões adicionais em custos com as demissões, indica em um relatório.

A situação na região de Nafta também gera preocupações para a Daimler Trucks: embora a empresa alegue que segue defendendo sua liderança naquele mercado, ao mesmo tempo não houve restabelecimento das vendas, principalmente no segmento de pesados. Alia-se a isso a projeção de queda de cerca de 15% das vendas do mercado global de semipesados e pesados, o que pode ser compensado em parte pelo melhor desempenho na Europa.

Por lá, a Daimler Trucks observa que embora a demanda deva ser significativamente maior que a do ano passado, a situação de concorrência tornou-se mais intensa, o que está influenciando a política de preços. Outro fator é que o preço persistentemente baixo do petróleo deva ter um impacto negativo contínuo na demanda do Oriente Médio.

Situação adversa também se aplica para a Indonésia, onde a Daimler Trucks antecipa uma queda de mercado em 15%. A demanda na Turquia também será substancialmente menor que a do ano passado, devido não só às aquisições antecipadas em 2015, mas também por causa das condições geopolíticas muito negativas.