
A primeira encomenda de maior escala aconteceu em 1948, quando a empresa Figueiras, de Porto Alegre, comprou mil cruzetas para atender o mercado de reposição para os veículos utilitários da marca Jeep. Pouco depois, a Ford fez seu primeiro pedido de cruzetas a Albarus, dando início ao fornecimento direto a uma montadora, mas ainda para o mercado de reposição. Foi por uma sugestão da própria Ford, em 1955, que em busca de novas tecnologias Ricardo Albarus formalizou sua associação com a fabricante americana de eixos cardans Spicer Manufacturing, que mais tarde se tornaria Dana Corporation.
Essa associação marcou o início das atividades da Dana no Brasil e foi o primeiro investimento da companhia fora dos Estados Unidos. Em pouco tempo, a Dana assumiu o controle acionário da Albarus e constituiu-se, a partir dos anos 1970, em um dos maiores fornecedores de autopeças para as fabricantes de veículos instaladas no Brasil.
Em 1993, a empresa passou por um período de transição e foi rebatizada Dana Albarus no mercado brasileiro. Alguns anos depois a marca Dana ganhou destaque e permanece sozinha até hoje, mas o nome Dana Albarus ainda hoje é lembrado como uma referência no Brasil. Atualmente a Dana mantém operações no Brasil em Gravataí (RS), Diadema e Sorocaba (SP), conta com 2,5 mil empregados e as vendas no País somaram US$ 1,3 bilhão em 2011.
VERTICALIZAÇÃO
Em 2011 a Dana aumentou seu portfólio de produtos e o faturamento por meio de um acordo estratégico com Sifco, da qual adquiriu por US$ 150 milhões os direitos comerciais de distribuição de eixos dianteiros não-tracionados para veículos comerciais. Dessa forma, a empresa passou a fabricar uma nova família completa de eixos na unidade de Sorocaba (SP) e tornou-se a única fornecedora de sistemas completos de driveline na América do Sul, com produção no Brasil e na Argentina.
O movimento da Dana para a produção de eixos médios e pesados, iniciada em outubro do ano passado, resultou no aumento das vendas anuais em cerca de US$ 400 milhões e elevou o faturamento na América do Sul para US$ 1,5 bilhão. Os eixos e cardans são fornecidos para as principais montadoras instaladas no Mercosul, como Agrale, Ford, MAN, Mercedes-Benz, Volvo, Scania e Toyota, entre outras.