“A administração da Dana, no Brasil e nos Estados Unidos, está acompanhando de perto o desenvolvimento deste processo e trabalhando em conjunto com a Sifco e com nossos clientes, suportando a normalidade dos negócios”, continua o comunicado. “A Dana compreende que as razões que resultaram nesta decisão por parte da Sifco são suas condições de liquidez e fluxo de caixa e que (a atitude da empresa) é saudável do ponto de vista operacional. Ao entrar com este pedido de reorganização judicial a Sifco poderá abordar seus desafios de fluxo de caixa, operando normalmente e atendendo às suas obrigações com seus empregados e credores, incluindo a Dana.”
Em junho de 2011 a Dana fechou um contrato com a Sifco para comprar com exclusividade todos os eixos dianteiros não-tracionados médios e pesados forjados pela empresa nas fábricas de Jundiaí e Campinas (SP). Desde então, todos os eixos desta linha produzidos pela Sifco são encaminhados diretamente à Dana em Sorocaba, que executa lá a montagem dos eixos, agregando cubos de rodas e freios.
A estratégia garantiu à Dana entrar em um segmento do qual não participava antes, passando assim a atender clientes que antes compravam diretamente da Sifco: Agrale, Ford Caminhões, Iveco, MAN (Volkswagen caminhões e ônibus), Mercedes-Benz, Scania e Volvo. A empresa projetava que o negócio geraria faturamento adicional de US$ 350 milhões por ano.
RECUPERAÇÃO PARA TODO O GRUPO
Em comunicado divulgado na quarta-feira, 23, a Sifco informa que todas as empresas do grupo entraram em recuperação judicial, incluindo a Sifco Metals Participações S.A., Sifco S.A. (peças forjadas), BR Metals Fundições Ltda. (fundidos), Alujet Industrial e Comercial Ltda. (fabrica as rodas de liga leve Bino) e Tubrasil Sifco Empreendimentos e Participações S.A. (tubos de aço). No total, a empresa renegociará cerca de R$ 500 milhões em dívidas.
“Enfrentado dificuldades em suas operações desde a crise financeira mundial iniciada em setembro de 2008, e que agora se agravaram como resultado da repentina desaceleração econômica que afeta os setores produtivos do País, que já provocou sensível redução do faturamento, com consequente afetação do seu fluxo de caixa, (as empresas do grupo) deliberaram ingressar com pedido de recuperação judicial”, diz a nota da empresa. “A medida se justifica para buscar a equalização de seu passivo e reequilíbrio do caixa, objetivando manter suas atividades regularmente, garantindo assim a continuidade do negócio e a preservação de empregos. Ficarão assegurados todos os direitos dos trabalhadores, de colaboradores, fornecedores e credores da empresa, sendo que após o deferimento do Pedido de recuperação judicial, no prazo legal, deverá ser apresentado o plano de recuperação”, acrescenta.