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De olho no agro, Volkswagen expande linha do T-Cross

T-Cross Extreme chega por R$ 118 mil, mas pode ficar mais caro se cliente optar por inédita pintura fosca
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Bruno de Oliveira

04 abr 2025

3 minutos de leitura

As demandas do agronegócio, setor que representa R$ 2,5 trilhões do PIB nacional, seguem produzindo brilhos nos olhos das montadoras. A Volkswagen, por exemplo, expandiu sua oferta de veículos buscando mais negócios nesse setor.

Na sexta-feira, 4, durante a Expo Londrina, no Paraná, a montadora apresentou o T-Cross Extreme, uma versão aventureira do SUV que tem como novidade a pintura fosca — segundo a montadora, pioneira no país.

“Precisamos vender mais T-Cross, encher mais as linhas da fábrica de São José dos Pinhais”, disse Cesar Drazul, diretor da fábrica e um dos responsáveis pela criação desse versão.

O T-Cross não é apenas o modelo de SUV mais vendido da Volkswagen, é o mais vendido no Brasil. Segundo último balanço da Fenabrave, no trimestre foram vendidas mais de 18,3 mil unidades.

E por que então a Volkswagen gostaria de vender mais do modelo, cuja produção ocupa quase na totalidade o programa de produção da fábrica de São José dos Pinhais?

Segundo o CEO Ciro Possobom, a empresa até então não tinha uma oferta completa para o nicho de mercado formado pelas empresas do agronegócio.

O “trio agro” da Volkswagen era composto pelos modelos Polo Robust, Saveiro Robust e a geração atual da picape Amarok. O trio, portanto, agora é um quarteto, com a adição do T-Cross Extreme.

O modelo chega para ser a versão topo do SUV, substituindo a versão Highline nessa função, totalizando cinco versões: Sense, 200 TSI, Confortline, Highline e, agora, a Extreme.

O preço é de R$ 188,990 mil. Para o consumidor levar para casa o T-Cross com a pintura fosca Cinza Oliver, no entanto, terá de desembolsar mais R$ 3,5 mil. Pacote Adas? R$ 4,1 mil. Teto solar? R$ 4,5 mil.

O que a versão Extreme tem

A versão, além da aclamada pintura fosca, tem também outros elementos novos em seu design, como apliques na cor laranja na parte frontal e conjunto de hack de teto. As rodas de aro 17 também tem um novo tom, mais escuro.

No mais o modelo compartilha da maioria das features que a versão highline tem, afora os pacotes de direção assistida que não são de série.

Pintura fosca não refletiu em modificações na fábrica

Pintar em série um modelo com acabamento fosco não demandou modificações estruturais na fábrica de São José dos Pinhais.

Segundo Darzul, os robôs de pintura seguem os mesmo na unidade. A diferença, contudo, está na programação desse robôs — processo também chamado de parametrização — e na mistura de componentes na tinta.

Para ficar fosca, explicou o diretor da fábrica, a tinta basicamente recebe menos verniz na comparação com a tinta que outras versões do T-Cross recebem.

A carroceria, portanto, recebe um polímero fosqueante, e um verniz cujo brilho é reduzido em cerca de 80% do tom, digamos, normal.

Família Nivus ganha versão de entrada

A Volkswagen também apresentou na Expo Londrina a versão de entrada Sense do Nivus, que chega ao mercado por R$ 119,990 mil.