
O Ebit, lucro antes de impostos e ganhos financeiros, somou € 1,3 bilhão de janeiro a março, com alta de 88%. O indicador aponta que a companhia teve boa performance em sua atividade principal. A FCA sinaliza que economias na área de compras e redução das despesas com campanhas de recall estão entre os fatores que contribuíram para o bom resultado.
A FCA entregou no 1º trimestre 1,08 milhão de veículos globalmente, com leve queda de 1% na comparação com o resultado anotado há um ano. Ainda assim, houve expansão de 3% no faturamento, que chegou a € 26,5 bilhões. O crescimento é reflexo de mudança no mix de produtos, com maior participação de veículos com mais valor agregado, como os modelos da Jeep e da RAM. Além disso, a relação cambial beneficiou a empresa.
O Grupo segue amortizando sua dívida industrial, que soma € 6,5 bilhões. Grande parte destes empréstimos foram tomados durante a reestruturação da companhia, com o lançamento de produtos e atualização de fábricas em todo mundo, além da compra da Chrysler. Apesar do valor expressivo, a FCA dá sinais de saúde financeira para quitar o débito no futuro, com liquidez de € 24,2 bilhões.
Até o fim de 2016, o plano é diminuir esta dívida para € 5 bilhões. A empresa trabalha ainda com a meta de alcançar faturamento de € 10 milhões este ano, com Ebit de € 5 bilhões e lucro líquido ajustado de € 1,9 bilhão.
LUCRO NA AMÉRICA LATINA
A companhia destaca ter mantido a liderança de mercado no Brasil, apesar da importante contração das vendas no país. Os negócios cresceram na Argentina, mas não foram capazes de compensar as perdas no país vizinho. As vendas de veículos chegaram a 102 mil unidades na região, com queda de 24% na comparação com janeiro a março de 2015.
O faturamento teve queda mais branda, de 15% para € 1,31 milhão por causa de mudanças no mix de produtos, que desde o ano passado inclui o Jeep Renegade e, mais recentemente, passou a contar também com a Fiat Toro. O Ebit na América Latina saiu de € 65 milhões negativos em 2015 para € 11 milhões positivos. Segundo a companhia, o resultado foi puxado por ganhos de eficiência na área de manufatura.
A FCA também lucrou nas outras regiões em que atua, com aumento de 104% no resultado antes de impostos, encargos e ganhos financeiros no Nafta. A América do Norte foi o destino da maior parte das entregas da companhia, com 649 mil veículos. Já o bloco Ásia-Pacífico acrescentou 25 mil unidades ao resultado do Grupo. Na região que inclui Europa, Oriente Médio e África as vendas chegaram a 304 mil carros, com crescimento de 12%.