
Segundo o Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor, a valorização da taxa de câmbio efetiva real da produção de veículos, o ambiente econômico e as dificuldades enfrentadas pela Argentina (principal destino dos componentes brasileiros) ajudam a explicar o porquê de as exportações recuarem de forma mais intensa do que as importações em 2016.
– Veja aqui o estudo do Sindipeças.
– Veja aqui outras estatísticas em nossa página AB Inteligência.
As exportações recuaram 13,5% em relação a 2015. Destacam-se os casos da Argentina (-25,1%), México (-13,4%), Estados Unidos (-13,1%) e Alemanha (-10,2%), países que representam mais de 60% do total dos embarques. Por outro lado, destinos menos representativos como Tailândia, Suécia, França, Itália e Hungria anotaram crescimento e revelam o esforço das empresas em ampliar seus mercados. Os três principais compradores das autopeças brasileiras foram Argentina (US$ 1,84 bilhão), Estados Unidos (US$ 1,06 bilhão) e México (US$ 618 milhões).
As importações anotaram recuo de 9,8% como consequência da fraca demanda interna de veículos. As compras provenientes de vários mercados registraram queda de dois dígitos, como por exemplo Coreia do Sul (-27,3%), Japão (-26,2%), Índia (-24,6%), Itália (-14,2%), China (-12,5), Argentina (-11,9%) e Tailândia (-11,8%).
Os Estados Unidos fecharam 2016 como o maior fornecedor ao Brasil (US$ 1,66 bilhão em componentes enviados). Na disputa entre Alemanha e China pelo segundo lugar, o país europeu levou pequena vantagem e fechou o ano com US$ 1,24 bilhão em itens enviados, ante US$ 1,2 bilhão dos chineses.