Na esteira do que vem ocorrendo nos últimos anos, a balança comercial da indústria de autopeças novamente deverá apresentar um crescimento do déficit no resultado deste ano. De acordo com estimativa de Flávio Del Soldato, diretor da Automotiva Usiminas e membro do Conselho de Administração do Sindipeças, os resultados apurados entre janeiro e fevereiro já indicam um déficit de pelo menos US$ 4,2 bilhões até o fim do ano. O montante, no entanto, deverá ser maior, chegando a US$ 4,5 bilhões.
A previsão foi traçada durante o Painel “Autopeças: propostas para sair de xeque”, durante o II Fórum da Indústria Automobilística, promovido em São Paulo nesta segunda-feira, 11. Antes, pesquisa de Automotive Business indicou que, para 74% dos executivos presentes ao evento, o déficit deste ano será ainda maior do que o do ano passado, US$ 3,54 bilhões.
“Devemos ter um déficit de US$ 4,5 bilhões, pois o mercado nacional terá diversos lançamentos ao longo do ano e isso naturalmente aumenta o volume de importações”, afirmou Del Soldato.
Conforme dados do Sindipeças, o déficit no primeiro bimestre foi de US$ 715,3 milhões, ante os US$ 701 milhões apurados em igual período do ano passado.
O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, disse ainda que espera por uma importação de 750 mil veículos durante o ano. “As exportações devem ficar entre 600 mil e 700 mil veículos e as importações, na ordem de 750 mil unidades, incluindo os associados da Abeiva”, disse.
Butori ressaltou também que provavelmente a balança comercial terá um déficit importante na área de automóveis e comerciais leves.