logo

derex

Déficit de manufaturados com China somou US$ 23,5 bi

<style type=”text/css”>
.texto {
font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;
font-size: 10px;
color: #666;
}
.texto {
text-align: left;
}
</style>
Author image

Redação AB

19 jan 2011

3 minutos de leitura

P_noticia_9116.gif
NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede
Social

Redação AB

As trocas entre Brasil e China encerraram 2010 com saldo positivo de US$ 5,2 bilhões. No entanto, de acordo com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, esse saldo não traduz a realidade do comércio entre os dois países.

Um levantamento da entidade mostra que, apesar do superávit favorável ao Brasil, o País registrou o maior déficit com o asiático em manufaturados, um total de US$ 23,5 bilhões, o que representou um aumento de 60%, em relação a 2009. “A relação com a China é importante para o Brasil, mas do ponto de vista industrial é péssima. O saldo só é positivo pela alta exportação de produtos básicos e pela alta nos preços internacionais”, disse o diretor do Derex, Roberto Giannetti da Fonseca.

De acordo com o ele, o déficit do setor com a China vem crescendo de forma “devastadora”. Em sete anos esse saldo cresceu quase US$ 23 bilhões. Em 2003, o saldo negativo era de US$ 600 milhões.

Além do déficit recorde do setor de manufaturas, o país asiático se manteve, pelo segundo ano consecutivo, como maior destino das exportações brasileiras. O dragão chinês recebeu 15,2% de toda a venda brasileira ao exterior.

Nesta relação bilateral, o desequilíbrio nas trocas comerciais é evidente, de acordo com o levantamento do Derex. Enquanto 97,5% das importações brasileiras da China foram de bens manufaturados, apenas 5% das exportações brasileiras são provenientes deste setor.

O Derex também aponta que o preço médio dos bens vendidos pela China ao Brasil é significativamente inferior ao valor importado do restante do mundo, gerando um desequilíbrio no comércio mundial. Dos 20 maiores produtos importados da China pelo Brasil, 16 deles têm o preço bem inferior à media mundial. Em produtos como lâmpadas, faróis e tubos elétricos a diferença chega a 90%.