
A balança comercial de autopeças acumulou no primeiro trimestre um déficit de US$ 1,6 bilhão, superando em 4,2% o saldo negativo anotado no mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 3,5 bilhões neste começo de ano e cresceram 12,5% sobre os três primeiros meses do ano passado.
As exportações avançaram 20,5%, mas a venda de US$ 1,9 bilhão de componentes neste começo do ano não foi o bastante para conter o salto negativo. Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
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Segundo a entidade, o déficit tende a se intensificar nos próximos meses por causa do aumento do ritmo de produção de veículos. Olhando março isoladamente, as importações avançaram 10,9%, enquanto as exportações cresceram 6%.
A China permanece como a maior fornecedora de componentes ao Brasil. Enviou US$ 448,4 milhões em autopeças, 26,4% a mais que no primeiro trimestre do ano passado. A Alemanha mantém o segundo lugar conquistado no começo do ano, com US$ 402,4 milhões e alta de 33,7%.
Os Estados Unidos, que ocupam agora o terceiro lugar, enviaram US$ 377,7 milhões, 10% a menos que em igual período do ano passado.
No caminho oposto, as exportações à Argentina atingiram US$ 587 milhões, acréscimo de 27,1% sobre o primeiro trimestre de 2017. O país vizinho permanece como o principal destino dos embarques brasileiros. Os Estados Unidos permanecem no segundo lugar nas exportações. Compraram do Brasil US$ 346,3 milhões em autopeças no primeiro trimestre, 23,9% a mais na comparação interanual.