logo

Déficit na balança de autopeças cai 42,4% no trimestre

Período foi marcado por forte redução na importação de componentes
Author image

Redação AB

06 mai 2019

2 minutos de leitura

Imagem de Destaque

A balança comercial de autopeças encerrou o primeiro trimestre com déficit de US$ 922,8 milhões, valor 42,4% mais baixo que o anotado no mesmo período do ano passado. O resultado decorre de uma forte queda de 21,8% nas importações no período (US$ 2,7 bilhões), motivada pela lenta recuperação da atividade interna e pela volatilidade e nível da taxa de câmbio, além da maior localização de componentes e suspensão da emissão de certificados de origem pelo governo mexicano, dentro do Acordo de Complementação Econômica. As informações são do Sindipeças, sindicato que reúne fabricantes do setor.


Faça aqui o download dos dados do Sindipeças
– Veja outras estatísticas em AB Inteligência



Dos 20 países que mais vendem autopeças para o Brasil, 16 registraram queda ante o primeiro trimestre de 2018. As entregas da Alemanha, segundo maior fornecedor, caíram 21,5%. Países como Estados Unidos, México, Coreia do Sul, Itália, França e Suécia anotaram quedas superiores a 30% cada um. A China, maior fornecedora ao Brasil, recuou apenas 3,2%. O motivo para a queda menor seria o fluxo de peças para produção de automóveis Caoa Chery.

EXPORTAÇÕES TAMBÉM CAEM

As exportações no trimestre somaram US$ 1,8 bilhão e recuaram 4,4% no período em razão da retração do mercado argentino. As vendas ao país vizinho caíram 41,3% no trimestre ao somar US$ 344,6 milhões.
Como consequência, os Estados Unidos se consolidam como maior destino, para onde o Brasil enviou US$ 392,8 milhões em autopeças. O total é 13,4% maior que o anotado em igual período do ano passado e corresponde a mais de 20% de todos os componentes enviados pelo Brasil ao exterior.
Também chamam a atenção os embarques para o México, terceiro maior destino, com US$ 228,6 milhões embarcados e crescimento de 29,4%. O Brasil também aproveita o momento para ampliar exportações de componentes para países próximos como Chile (US$ 82,7 milhões e alta de 50,4%) e Colômbia (US$ 60,4 milhões e crescimento de 42,8%).