Hoje mesmo o Conselho Executivo do FMI insistiu que a França precisa promover reformas no mercado de trabalho, afrouxando as normas que regem as 35 horas semanais e flexibilizando admissões e dispensas, para que o PIB cresça mais que 1,5%.
Na Alemanha, , onde o desemprego permanece acima dos 8%, começam a haver alguns acordos com sindicatos pelo trabalho em 37,5 horas semanais. Mesmo assim o Governo adverte que, se voltarem para 40 horas semanais, vai haver uma redução nos custos de 11%, permitindo-lhes fazer frente à concorrência dos paises asiáticos para afastar o fantasma do desemprego maior que os vem rondando.
Será que o exemplo que França e Alemanha estão dando não é claro o suficiente para enxergarmos que não passa de sonho a esperança de criar mais emprego dessa forma, aumentando o custo de nossa indústria e tornando-a menos competitiva?
Como pretendemos competir com China e Índia, onde nem se divulgam as horas trabalhadas para não suscitar protestos, mas que na certa serão muito mais do que as 2.390 da Coréia?
Você não acha, que está na hora de acordar desse pesadelo? Compartilhe comigo as suas opiniões: [email protected] ou acesse www.hugoferreira.com.br e deixe seu comentário no blog.
Déjà-vu: sonho sindical, pesadelo empresarial
Enquanto os jornais dedicam suas páginas para detalharem as últimas compras do Governo com cartão de crédito abusivo, e a nossa opinião pública crava um 67% de aprovação ao mais alto dignitário, numa blindagem nunca antes vista no país leio, com perplexidade, no A Notícia de Joinville (não achei menção disso no Estadão) que mais de mil pessoas foram participar de ato na frente do Teatro Municipal de São Paulo para lançar a campanha da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, logo no primeiro ano e, dois anos depois, para 35 horas, sem redução de salário e penalizando mais o custo das horas extras.
O evento que foi organizado pela Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil e por mais cinco centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, deu início a um abaixo assinado que pretende obter mais de um milhão de assinaturas para ter aprovada a PEC (Proposta de Emenda da Constituição) 393/01.
Argumentam seus criadores que isso servirá para criar muito mais postos de trabalho, além de proporcionar mais lazer e bem estar para os trabalhadores.
Cresce mais minha perplexidade ao ver, no Business Week de Congonhas desta semana, que nosso blindado Presidente, ao assumir a defesa desse movimento de redução da jornada de trabalho, saiu-se com este dogma de redistribuição da renda: “O salário mínimo na mão do pobre significa comida na mesa. Às vezes, um milhão no bolso (dos ricos) significa especulação e não produz nada”.
Como não tenho visto nada nos jornais refutando essa proposta e as falácias que a acompanham, gostaria de aportar fatos que parecem ser desconhecidos pelos sindicatos e o Presidente.
A França e a Alemanha são os países que uso como referencia, por serem os que implantaram a menor carga horária do mundo industrializado na virada do século, 1.346 e 1.362 horas por ano, respectivamente, como decorrência das 35 horas de trabalho semanal que nos querem impingir em três anos. Na Internet vejo que a Coréia trabalha 2.390, o México 1.980, a Polônia 1.984, o Brasil 1.940, o Japão 1.828 e os E.E.U.U., com suas 40 horas semanais, 1.777 horas por ano.
Essa brutal diferença, de mais de 400 horas/ano no confronto direto com os Estados Unidos e de mais de 1.000 horas com a Coréia, não gerou mais emprego na França e na Alemanha.
Na França o desemprego teima em ficar nos 8% da época das 39 horas, isto porque os empresários conseguiram aumentar o limite legal de horas extras mensais de 180 para 220 horas e seguem evitando contratar mais empregados devido ao alto custo das dispensas em caso de reestruturações.
Esse custo elevado, mais o advento da jornada reduzida a partir de Janeiro de 2000, afastaram empresas multinacionais, americanas principalmente, de investirem mais naquele país.
O evento que foi organizado pela Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil e por mais cinco centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, deu início a um abaixo assinado que pretende obter mais de um milhão de assinaturas para ter aprovada a PEC (Proposta de Emenda da Constituição) 393/01.
Argumentam seus criadores que isso servirá para criar muito mais postos de trabalho, além de proporcionar mais lazer e bem estar para os trabalhadores.
Cresce mais minha perplexidade ao ver, no Business Week de Congonhas desta semana, que nosso blindado Presidente, ao assumir a defesa desse movimento de redução da jornada de trabalho, saiu-se com este dogma de redistribuição da renda: “O salário mínimo na mão do pobre significa comida na mesa. Às vezes, um milhão no bolso (dos ricos) significa especulação e não produz nada”.
Como não tenho visto nada nos jornais refutando essa proposta e as falácias que a acompanham, gostaria de aportar fatos que parecem ser desconhecidos pelos sindicatos e o Presidente.
A França e a Alemanha são os países que uso como referencia, por serem os que implantaram a menor carga horária do mundo industrializado na virada do século, 1.346 e 1.362 horas por ano, respectivamente, como decorrência das 35 horas de trabalho semanal que nos querem impingir em três anos. Na Internet vejo que a Coréia trabalha 2.390, o México 1.980, a Polônia 1.984, o Brasil 1.940, o Japão 1.828 e os E.E.U.U., com suas 40 horas semanais, 1.777 horas por ano.
Essa brutal diferença, de mais de 400 horas/ano no confronto direto com os Estados Unidos e de mais de 1.000 horas com a Coréia, não gerou mais emprego na França e na Alemanha.
Na França o desemprego teima em ficar nos 8% da época das 39 horas, isto porque os empresários conseguiram aumentar o limite legal de horas extras mensais de 180 para 220 horas e seguem evitando contratar mais empregados devido ao alto custo das dispensas em caso de reestruturações.
Esse custo elevado, mais o advento da jornada reduzida a partir de Janeiro de 2000, afastaram empresas multinacionais, americanas principalmente, de investirem mais naquele país.
Redação AB
22 fev 2008
4 minutos de leitura
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