
A pesquisa com recorte de seis países selecionados foi apresentada durante o II Fórum de Marketing Automotivo, realizado por Automotive Business esta segunda-feira, 29, em São Paulo. Maurício Muramoto, diretor da Deloitte, mostrou os principais indicadores do levantamento. “O resultado revela mais a intenção do que uma decisão de compra, que normalmente é afetada por questões como custo e renda. O preço alto é o maior impeditivo, veículos mais baratos são os maiores motivadores”, destacou.
Na hora de comprar um carro, no Brasil, assim como nos Estados Unidos, a principal preocupação dos consumidores é o custo de aquisição e manutenção, enquanto no Japão a principal questão é onde parar o veículo, já que no país os compradores precisam comprovar que têm um local de estacionamento.
Os brasileiros mostram fidelidade pelo veículo próprio: 56% amam seus carros e apenas um quinto abririam mão de se locomover com eles se tivessem que pagar mais por isso. Da chamada geração Y, das pessoas nascidas após os anos 1980, 64% esperam dirigir um automóvel com propulsão alternativa e 70% aceitariam pagar mais por isso, mas quando se adiciona um custo de US$ 2 mil, apenas 43 manteriam essa escolha. Desses, 23% esperam rodar e um híbrido, 12% em um híbrido plug-in (que pode ser recarregado na tomada), 11% a gás natural, 10% em elétricos com célula de hidrogênio, mas não houve citação sobre os 100% elétricos a bateria. “Existe aqui mais o desejo de economia de combustível e redução de despesas do que preocupação ecológica, pois o custo é um impeditivo no Brasil”, lembra Muramoto.
A pesquisa da Deloitte revela ainda que 72% dos brasileiros relacionam a maior inclusão de tecnologia aos veículos com o aumento da segurança, outra preocupação detectada, enquanto 52% esperam que a tecnologia traga mais conforto a bordo.
Sobre o processo de compra, 40% dos brasileiros pesquisam mais de 10 horas e 88% consideram mais de três marcas diferentes antes de ir a uma concessionária. Pela ordem, na hora de comprar um carro as pessoas confiam mais em indicações de amigos e familiares, em segundo lugar vem a mídia (jornais, revistas, internet), em terceiro os sites dos fabricantes e nas últimas posições estão as redes sociais e os vendedores.