
O estudo foi realizado entre outubro e novembro deste ano e colheu informações de 573 empresas instaladas no país. Juntas, as companhias têm um faturamento de R$ 500 bilhões e correspondem a cerca de 17,3% do PIB. Cerca de 17% dos entrevistados são das áreas de veículos e autopeças.
O resultado surpreende pelo otimismo com que os empresários enxergam os próximos meses. Mesmo com a desaceleração financeira, 60% das empresas esperam crescimento da receita para este ano – a média das respostas é de uma expansão de 8%. Por volta de 71% das companhias também afirmou ter aumentado os investimentos ao longo de 2009.
Como setores com maior potencial de crescimento, 19% dos empresários apostaram na área de petróleo e gás, por conta da exploração do pré-sal, 17% das opiniões indicaram o setor de construção, por conta do grande volume de investimentos em infraestrutura.
Aproximadamente 9% dos entrevistados apontaram o segmento de turismo e lazer, como resultado do aumento de renda da população e maior atratividade internacional do país. O setor de veículos e autopeças ficou com 2% das expectativas.
A pesquisa também oferece um panorama de quais soluções as companhias buscaram durante a turbulência financeira. Para garantir o ritmo durante 2009, 49% das empresas buscaram novas parcerias e associações, 13% fizeram aquisição de empresas e concorrentes.
Perspectivas
As expectativas para o próximo ano são altas. A média das projeções para 2010 indica uma expansão de 14% da receita das organizações, com 90% delas projetando uma ampliação dos investimentos.
O ambiente de negócios é visto de forma positiva. A expectativa de 80% das companhias é de aumento do investimento estrangeiro no país nos próximos três anos, 70% espera expansão do tamanho do mercado de capitais, 70% apostam no crescimento do nível de atividade e 66% acreditam no aumento do acesso ao crédito, o que indica forte confiança na economia.
Os maiores desafios enumerados pelos entrevistados envolvem gerenciar os custos dos produtos sem comprometer a qualidade, administrar a concorrência doméstica, manter a taxa de retorno do capital investido.
Como estratégias de mercado, 64% das companhias apostam no desenvolvimento de novos produtos e serviços. Outro ponto destacado foi a preocupação de 46% das empresas em reter capital humano e desenvolver talentos, por conta da globalização e aumento da concorrência. O incentivo à inovação surge como essencial para 45% das organizações pesquisadas.
Segundo o estudo, os investimentos de 93% das empresas estão voltados para a modernização, 91% para a implantação de novos produtos e serviços e 87% em marketing e comunicação.