
Segundo a Delphi, não há necessidade de constantes recalibragens dos injetores conforme o veículo envelhece, pois o sistema é autoajustável, reduzindo os gastos e tempo de manutenção. A fabricante garante o funcionamento do bico como igual a de um novo por mais de 1,6 milhão de quilômetros de operação. No caso de troca, também não é preciso calibrar o injetor, pois o sistema memoriza o seu funcionamento.
Há ganhos em economia de combustível e emissões. A fabricante explica que, dependendo do regime de trabalho do motor, os injetores podem fazer até nove injeções de combustível por ciclo (contra duas a três nos bicos atuais Euro 6), aumentando assim a eficiência da combustão no cilindro. Com isso, a Delphi antecipa redução de consumo em torno de 1,5%. A habilidade de controlar com precisão a “estratégia de injeção” diminui os picos de temperatura e reduz as emissões de NOx e fuligem (particulado). Por consequência, também podem ser reduzidos os gastos com os catalisadores SCR de pós-tratamento de gases e seu consumo de solução de ureia (conhecida como Arla no Brasil) que é injetada no sistema.
“O controle fechado é essencial para o funcionamento da próxima geração de sistemas de combustível, mas isso precisa ser feito sem adicionar complexidade”, afirma Kerem Erman, vice-presidente da divisão Powertrain da Delphi e diretor geral da unidade de sistemas de injeção de combustível. “Os novos injetores inteligentes têm essa simplicidade, sem necessidade de cabeamento adicional. Por isso acreditamos que é a solução de melhor custo-benefício para atender a evolução do motores Euro 6”, avalia.
