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Delphi define novas estratégias com fornecedores

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10 nov 2011

5 minutos de leitura

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Edélcio Genaro, Sidney Johnson e Udesh Kaul, global purchasing director da Delphi

Paulo Ricardo Braga, AB

A Delphi vai comprar globalmente US$ 8 bilhões em materiais produtivos este ano, dos quais US$ 1,5 bilhão relativos a insumos e componentes indiretos e US$ 500 milhões em serviços logísticos. Do total, cerca de 9% serão adquiridos junto a parceiros que atuam no Brasil e região. A informação vem de Sidney Johnson, vice-presidente global de suprimentos da corporação, que tem escritório em Troy, Michigan, nos Estados Unidos.

Em 10 de novembro, um dia depois de comandar convenção com uma centena de fornecedores em São Paulo, ele recebeu Automotive Business no Hotel Renaissance e avaliou os cenários para a indústria automobilística brasileira, que receberá investimentos da ordem de R$ 64 bilhões de montadoras e autopeças até 2015 e deverá acelerar as encomendas de insumos, componentes e serviços.

Johnson entende que o País passa por um momento especial e recebe a atenção de todos os fabricantes internacionais de veículos e sistemas, com a economia dando sinais de vitalidade, mesmo diante dos problemas enfrentados pela Europa. Durante o encontro com os fornecedores na quarta-feira ele deixou mensagens claras sobre a atuação da Delphi e estratégias na área de compras. “A companhia vai muito bem em nível internacional e tem colecionado avanços importantes na América do Sul. Queremos ser o parceiro mais relevante para o segundo nível da cadeia de suprimentos, com negócios importantes e apostas em tecnologias capazes de trazer oportunidades e satisfação aos clientes”, definiu.

“Pretendemos avançar em inovação, propor soluções diferenciadas e vencedoras”, acrescentou Johnson, assinalando que a ênfase da companhia está em soluções verdes, com máxima segurança e conectividade. Junto com essas proposições, ele trouxe também um recado importante para quem pretende fazer parte do supply chain liderado pela Tier 1 norte-americana: depois de acumular um grupo de dois mil fornecedores, o objetivo é trabalhar com 600 e estar muito próximo de uma centena deles, com grande capacitação, força no desenvolvimento e inovação. Essas 600 empresas devem responder por 90% do valor das compras feitas pela Delphi. Já os cem parceiros mais expressivos entregarão 60% a 70% dos suprimentos.

Ele explicou que serão valorizados parceiros capazes de atuar em múltiplos mercados, regiões, áreas de produtos e também categorias de suprimentos. Categoria é um termo aplicado para designar commodities, dentro de conceito mais amplo do que meramente um material, estendendo-se a serviços e processos.

Embora reconheça que a indústria automobilística trabalhe de forma globalizada, Johnson enfatizou que a diretriz principal no planejamento de suprimentos é valorizar o fornecimento regional. Ao lado dele, Edélcio Genaro, diretor de compras para a América do Sul, disse que essa política tem prevalecido, apesar das pressões para redução de custos pelas montadoras, em mercado identificado por intensa competição. “Privilegiamos produtos e serviços locais até o limite do razoável”, assinala o executivo brasileiro, lembrando que energia, água, insumos básicos como aço e petroquímicos e serviços têm cotação aqui muito superior à de países que concorrem com o Brasil no setor automotivo.

Johnson não definiu o número de fornecedores ideal por categoria. “Há diferenças importantes de uma área para outra. Tratando-se de especialidades químicas, como resinas, é necessário ter uma lista razoável de fontes. Já no caso de eletrônica nem sempre isso é possível e ocorre uma dependência forte de insumos básicos vindos da Ásia”.

O vice-presidente global de compras, que iniciou a carreira em 1988 na então divisão Allison Transmission da General Motors e juntou-se à Delphi Packard Electric Systems em 2002, observou também que o tsunami de março no Japão deixou algumas lições importantes, como aperfeiçoar a análise de vulnerabilidades da cadeia e, sempre que necessário, pensar em duas fontes de materiais e processos, possivelmente de diferentes regiões.

Haverá oportunidades para pequenos players, do segundo ou terceiro nível do supply chain? “Sim. Mesmo que não tenham todas as capacitações desejadas, poderão fazer parte do grupo de 600 fornecedores. Mas dificilmente estarão entre os 100”, avalia.

Premiação

Na quarta-feira, 9, durante a convenção de fornecedores realizada na Câmara de Comércio Americana (Amcham), em São Paulo, a Delphi premiou as empresas que mais se destacaram ao longo de 2011. No plano regional foram reconhecidas a Scheuermann Hellig, Ifer Industrial, Primotech 21, Quantumplas, Granucobre Distribuidoras e TNT Mercúrio Cargas e Encomendas Expressas. Os parceiros premiados com o Pinnacle Award, na categoria Above & Beyond, de acordo com os padrões mundiais da Delphi, excedendo expectativas em qualidade, negociação, entregas e suporte ao cliente, foram a Acome, Tito Global Trade e Elring Klinger.