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Giovanna Riato, AB
A Delphi já pensa em quais serão os próximos passos do seu plano de expansão no Brasil. A empresa concluiu a expansão da fábrica de Jaguariúna em agosto deste ano, mas já trabalha no limite da capacidade da unidade. “Foi o nosso maior investimento na América do Sul e agora já estudamos novos passos da ampliação”, conta Gábor Deák, presidente da companhia para a região.
A planta tem capacidade para fabricar 2 milhões de compressores de ar por ano e 1,3 milhão de unidades de trocadores de calor no mesmo período. A ofensiva da companhia no mercado local é apoiada por uma relação estreita com fornecedores, que foram reduzidos de cerca de mil para 600 empresas nos últimos anos.
Com número menor de parceiros, a empresa busca garantir qualidade e prazos. “Privilegiamos s bons fornecedores. Só ficamos com aqueles que atendem à alguns requisitos, como capacidade de entrega e de desenvolvimento”, explica. As empresas que continuam abastecendo a Delphi certamente também viram os seus negócios acelerarem, já que a companhia ampliou o faturamento na América do Sul de cerca de US$ 300 mil em 2003 para US$ 1,2 bilhão em 2010.
Confira a entrevista com Gábor Deák, presidente da Delphi para a América do Sul:
Engenharia frugal
Para crescer, a Delphi se apoia no desenvolvimento de produtos focados no mercado local mas que sigam a filosofia global da companhia, que prioriza conectividade, segurança e respeito ao meio ambiente. Junto com isso há um desafio extra: “o Brasil tem uma particularidade muito forte que é de que a tecnologia tem que caber no bolso do cliente”, explica Flávio Campos, diretor de engenharia da corporação.
Para alcançar as metas, a empresa aposta na frugal engineering, ou engenharia frugal, para os produtos locais. O nome pode ser traduzido em sistemas simples, que oferecem o básico sem pecar na qualidade. Entre as novidades que seguem este conceito, a Delphi apresentou no Congresso SAE Brasil, que acontece entre 4 e 6 de outubro em São Paulo (SP), um sistema para a junção de cabos automotivos e terminais metálicos sem crimpagem mecânica, o Crimpless. Entre os benefícios oferecidos pela novidade estão confiabilidade e redução de peso e tamanho.
A companhia destacou também novas gerações da Mapec, central eletrônica que substitui uma série de equipamentos mecânicos por eletrônica embarcada. O sistema, apresentado no ano passado, entra em produção no primeiro quadrimestre de 2010 para abastecer o mercado nacional mas, segundo a companhia, tem potencial para chegar em outros mercados.
“Este foi um desenvolvimento da engenharia brasileira que agora desperta interesse em outros mercados, como Índia e China”, afirma Campos. O produto, no entanto, não tem potencial para avançar em muitas regiões. “Jameis a Mapec será usada na Alemanha ou Estados Unidos, que são muito sofisticados. Esta tecnologia não foi desenvolvida para ser sofisticada. Este é o conceito frugal”, explica o diretor.
Assista à entrevista exclusiva com Flávio Campos, diretor de engenharia da Delphi:
