O Ebtida (ou Lajida, lucro antes do pagamento de juros, impostos e depreciação de ativos) também permaneceu praticamente estável, de US$ 2,14 bilhões em 2011 para US$ 2,15 bilhões em 2012, mas a margem operacional da Delphi sobre seu faturamento melhorou um pouco, passando de 13,4% para 13,8%.
Segundo a empresa, os melhores resultados foram obtidos nos negócios de arquitetura eletroeletrônica (chicotes), powertrain, segurança e eletrônica, que foram parcialmente ofuscados por ganhos baixos da divisão Thermal e taxas de câmbio desfavoráveis.
Em 31 de dezembro, a Delphi reportou caixa líquido de US$ 1,1 bilhão e acesso a linhas de crédito pré-aprovadas no total de US$ 1,3 bilhão, garantindo à companhia liquidez de US$ 2,4 bilhões. O total do endividamento a pagar a partir do inínio de janeiro de 2013 era de US$ 2,5 bilhões.
“Conforme esperado, os níveis da produção europeia de veículos continuam fracos, e conforme previamente anunciado, iniciamos significativas ações de reestruturação, especialmente na Europa, que acreditamos irão trazer benefícios futuros. Manter e melhorar nossa estrutura operacional enxuta é algo de extrema importância para nós, assim acreditamos que poderemos entregar melhores resultados a nossos acionistas”, declarou em nota Rodney O’Neal, chefe executivo da companhia.
Devido às incertezas econômicas, a Delphi declarou que aumentou seu plano de cortes de gastos de US$ 250 milhões para US$ 300 milhões, 75% dos quais serão realizados na Europa, com fechamento de operações e demissões de funcionários, em ações que devem ser executadas até o fim de 2013.
Para este ano, a Delphi espera elevar o faturamento mundial para US$ 16,2 bilhões a US$ 16,6 bilhões, em elevação de 4,5% a 7% sobre 2012, e aumentar o Ebtida para US$ 2,32 bilhões a US$ 2,42 bilhões, o que significará crescimento entre 8% e 12,8%.