
Exceto a Europa Oriental, onde as vendas caíram 1,4%, todas as demais regiões apresentaram resultados positivos na passagem de setembro, com destaque para Nafta, que compreende os países da América do Norte, cujo aumento foi de 10% sobre igual mês do ano passado, indicando continuação da tendência ascendente dos Estados Unidos, apesar da crise orçamentária.
Na Europa Ocidental houve incremento de 5,5% das vendas em setembro, apesar das quedas observadas na Itália e na Alemanha. Em nove meses, as vendas permanecem 4% abaixo do resultado anotado em igual período do ano passado. Enquanto isso, na região Ásia-Pacífico as entregas aumentaram 4% em setembro na comparação com mesmo mês de 2012. Todos os principais mercados da região anotaram crescimento, com alguns fortes ganhos. O grupo acumula alta de quase 7% em nove meses.
PROJEÇÕES
Para 2013, a SMMT espera um novo recorde de vendas globais com volume que ultrapasse 74 milhões de unidades, entre automóveis e comerciais leves, o que representaria incremento de 4% sobre o resultado de 2012, quando foram vendidos 71,2 milhões de veículos em todo o mundo. A entidade adianta que para 2014, prevê crescimento de 4,3%, com volume de 77,2 milhões de veículos novos vendidos em todo o mundo.

Os licenciamentos na Ásia-Pacífico devem subir 6% em 2013 na comparação com o ano anterior, puxados por fortes crescimentos na China e Japão. Na região Nafta, as vendas deverão continuar sua rota de ascensão para algo como 18,3 milhões de unidades neste ano. Para a América Latina, a entidade prevê crescimento mínimo de 1%, para 6,1 milhões de veículos leves.
O mercado europeu de veículos deve ainda trilhar pela queda, mesmo que em menor nível em 2013. Para a Europa Oriental, os licenciamentos devem reduzir em 100 mil unidades, devido a deterioração das perspectivas econômicas em conjunto com baixos preços do petróleo, fator que influenciou para a queda das vendas ao longo do ano. Na parte ocidental, a demanda está prevista para declinar pelo quarto ano consecutivo, com 400 mil unidades a menos com a relação a 2012, sendo o Reino Unido único país a registrar crescimento, de quase 200 mil unidades. As perdas mais acentuadas em volume está previsto para França e Alemanha, num total de 160 mil veículos a menos este ano.