“Até agora esses desligamentos foram principalmente de empregados temporários e PDVs (programas de demissões voluntárias”, explica o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Segundo ele, a maior parte dos empregos no nas montadoras foi preservada pelos instrumentos de flexibilização da Medida Provisória 936 editada em abril e transformada na Lei 14.020 em julho, que prevê afastamentos temporários (layoff) e redução de jornada e salários com parte dos vencimentos bancados por fundos do governo.
“Essas medidas todas ajudaram a preservar empregos, mas não resolvem o problema da ociosidade das fábricas, isso só será resolvido com o retorno das vendas e da produção. Como o cenário futuro é de queda substancial dos volumes e retomada lenta, será inevitável a redução dos quadros”, afirma Moraes.