
O sindicato dos metalúrgicos informou na quarta-feira, 25, que as demissões realizadas na fábrica da General Motors (GM) em São José dos Campos atingiu 800 funcionários. Ou 20% do quadro total da unidade, então formado por 4 mil trabalhadores.
O dado, enfim, foi passado à entidade pela GM após reunião entre representantes das duas partes. Na segunda-feira, 23, a estimativa do sindicato era a de que as demissões envolvessem entre 25% e 30% do quadro da fábrica.
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Já no caso da fábrica da GM de São Caetano do Sul, as demissões afetaram cerca de 300 funcionários. “Pode ser menos, porque nesse grupo há trabalhadores com estabilidade garantida, em férias, mulheres em gestação”, disse Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, que é o presidente do sindicato do ABC.
A unidade emprega cerca de 7,2 mil funcionários, dos quais 4 mil trabalham na área produtiva onde são montados os modelos Chevrolet Tracker, Montana e Spin.
Já no caso da fábrica de Mogi das Cruzes, onde são produzidas peças estampadas, as demissões da GM envolveram cerca de 100 funcionários, disse o presidente do sindicato local David Martins de Carvalho.
Os funcionários das três fábricas da GM no estado – São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes – seguem em greve geral pelo terceiro dia consecutivo. Não há, por ora, previsão de retorno às atividades.
Uma reunião entre membros do sindicato, da montadora e do governo estadual estava prevista para ocorrer no fim da tarde de quarta, 25, para discutir medidas de socorro aos trabalhadores.
