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estruturas para bancos

Demissões na Keiper podem subir para 900

As demissões na Keiper podem alcançar o total de 900 funcionários até o fim do mês. A empresa pertence ao Grupo Prevent e fornecia estruturas para bancos para a Volkswagen a partir de fábricas em Mauá, Araçariguama, Ribeirão Pires e São Paulo. As unidades estão praticamente paradas e 724 trabalhadores já foram dispensados.
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09 set 2016

2 minutos de leitura

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Segundo a empresa, 85% de seu faturamento depende do fornecimento à Volkswagen e essas fábricas teriam sido erguidas para atender à montadora. A companhia informa que passou a ter problemas com a VW quando decidiu negociar reajustes em preços defasados em mais de 20% por longo período.

A Keiper alega que, na Alemanha, onde o Grupo Prevent também é fornecedor da Volkswagen, houve processo parecido e a montadora terá de pagar multa de US$ 14,7 milhões à fabricante de autopeças e ampliar os prazos de contrato de fornecimento para compensar os prejuízos causados por retaliação semelhante.

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para chegar a um entendimento e, quando já tínhamos definido os termos de um acordo, repentinamente e sem que pudéssemos entender os motivos, os executivos da Volkswagen com quem estávamos negociando voltaram atrás e declaram a negociação encerrada”, explica Marino Mantovani, presidente do grupo Keiper no Brasil. Ainda segundo a Keiper, a Volkswagen está retendo o pagamento de mais de R$ 6 milhões devidos.

Em resposta, a montadora informou: “Rescindir os contratos e recorrer à Justiça para reaver ferramentais de sua propriedade foi a última alternativa da Volkswagen, após o descumprimento de 11 acordos comerciais estabelecidos com o Grupo Prevent desde março de 2015, quando tiveram início as interrupções de fornecimento que geraram a perda de produção de cerca 150 mil veículos em mais de 160 dias de paralisação nas fábricas da empresa.”

Segundo a VW, o processo de recuperação dos ferramentais continua e a montadora trabalha para restabelecer o ritmo de produção. Há rumores de que a VW se prepara para montar as estruturas dos bancos dentro da unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo.

A falha no fornecimento de componentes levou a Volkswagen a dar férias coletivas em suas três fábricas de automóveis no Brasil (São Bernardo do Campo e Taubaté, em SP, e São José dos Pinhais, PR). Por tabela, a unidade de motores em São Carlos (SP) também parou. A interrupção teve impacto relevante em agosto na produção nacional de automóveis (veja aqui) e também nas exportações (leia aqui).