
“Com o esperado crescimento da demanda de veículos para a América do Sul, a fábrica de Santa Bárbara vai aumentar a nossa capacidade produtiva, ajudando a expandir as vendas de produtos e ganhar novos mercados”, afirmou o presidente da Denso do Brasil, Hiroshige Shinbo. Ele acrescentou que a maior parte do investimento é de recursos próprios e uma pequena parcela foi subsidiada pelo BNDES.
Em um terreno de 300 mil metros quadrados com 38 mil metros quadrados de área construída, a nova unidade produz cerca de 70 mil componentes por mês, sendo 50 mil peças de sistema de ar-condicionado. Segundo o gerente industrial da Denso, Akito Ando, o plano inclui a ampliação da fábrica até 2015, com espaço para mais uma planta.
O foco é o mercado brasileiro e argentino, onde a empresa mantém uma planta na cidade de Córdoba. No Brasil, as demais fábricas estão localizadas em Betim (MG), com duas linhas, Manaus (AM), que atende o setor de duas rodas, e Curitiba (PR), a primeira planta da companhia no Brasil, instalada em 1980, que produz cerca de 3,3 milhões de componentes por ano, entre condensadores, evaporadores, radiadores e compressores.
A nova fábrica também permitirá à Denso ampliar seu nicho de atuação no País, com a introdução de componentes nas linhas de produção de outras divisões da empresa, como motores de partida e limpadores de para-brisas.
TECNOLOGIA BRASILEIRA
O centro tecnológico aumentará a atuação da empresa no mercado nacional com testes voltados para a divisão de powertrain. Segundo Ando, o novo laboratório servirá como central de testes de produtos globais para análises de consumo e de redução de emissões para veículos leves flex, diesel e caminhões e ônibus.
O centro também é equipado com um simulador de condições ambientais para análise de peças externas de materiais plásticos e de metais em condições climáticas que variam de -20⁰ C a 50⁰ C a uma velocidade de até 180 km/h, para veículos leves, incluindo os de tração 4×4.
Para o executivo, a demanda por inovação é quem ditará o ritmo de desenvolvimento do laboratório: “Temos possibilidade de criar independência, criar projetos para clientes focados no mercado local, mesmo que não haja exemplares no mercado mundial. Nosso know-how responderá às necessidades do mercado”, disse.
Nos planos, a ampliação do centro tecnológico inclui trazer para a região o conjunto de testes para componentes da divisão de eletrônicos, mas segundo Ando, o crescimento dependerá da demanda.