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Depois da Bosch, ZF também pode demitir funcionários na Europa

Empresa deve cortar até 12 mil postos de trabalho nas fábricas alemãs até 2030
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Redação AB

23 jan 2024

2 minutos de leitura

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Depois da Bosch anunciar o corte de mais de mil funcionários até 2026 na Europa, a ZF, que está altamente endividada, poderá eliminar até 12 mil empregos na Alemanha até 2030, segundo os representantes trabalhistas do fornecedor. As informações são da “Automotive News”

Segundo o presidente do conselho de trabalhadores, Achim Dietrich, a ZF pode congelar as contratações na Alemanha e transferir algumas linhas para países com custos salariais significativamente mais baixos. 


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Um porta-voz da companhia disse que os temores do conselho de trabalhadores se baseavam em “cenários extremos” e “suposições desatualizadas”. A diretora de recursos humanos, Lea Corzilius, disse que a ZF “continua investindo pesadamente em suas fábricas na Alemanha”.

Na semana passada, a Bosch informou que pretende cortar 1,2 mil empregos na unidade de software, 950 dos quais serão na Alemanha. A empresa afirmou que a economia em desaceleração e a elevada inflação causada pelo aumento da energia e das matérias-primas são as razões para a redução de custos. 

Já a Continental deve cortar 5,5 mil empregos em todo o mundo, incluindo mais de 1 mil na Alemanha, à medida que o número de áreas de negócios na divisão automóvel for reduzido de seis para cinco.

Já a Brose, fornecedor de sistemas eletrônicos, disse que pretende reduzir os custos com pessoal em 10%.

Redução de custos está apenas no começo

Para Stefan Bratzel, diretor do Centro de Gestão Automotiva (CAM), em Bergisch Gladbach, as consequências da rápida transformação da indústria automobilística só agora estão se tornando aparentes.

“Receio que isto seja apenas o começo”, disse ele a Automotive News. “Nesta década esperamos um declínio de 20% no número de funcionários em fabricantes e fornecedores de automóveis na Alemanha”.

Frank Schwope, professor de economia automotiva na FHM Hanover, disse que também espera mais relatos de cortes de empregos em fornecedores.

“As empresas sofrem com margens mais baixas em comparação com os fabricantes de veículos, e os esforços de internalização dos fabricantes de automóveis também pesam sobre os fornecedores”, salientou.