
-Veja aqui os dados da Anfavea
O segmento que mais acelerou a produção entre janeiro e novembro foi o de caminhões. Depois do ano fraco em 2012, as empresas do setor aceleraram o ritmo das fábricas em 46,9%, para 182,1 mil veículos. As fábricas de ônibus também elevaram os volumes, com alta de 13,1%, para 38,4 mil chassis.
Há, no entanto, retração ao considerar os resultados registrados apenas em novembro. Foram produzidos 289,6 mil veículos, com queda de 10,7% sobre outubro e de 8% na comparação com o mesmo mês de 2012. O presidente da Anfavea aponta que a retração é consequência da diferença de dias úteis entre o mês passado e o anterior. “Em novembro tivemos apenas 20 dias úteis. Em outubro foram 23.”
Os estoques de veículos, considerando fábricas e rede de distribuição, diminuíram na comparação com outubro, para 417 mil unidades. Ainda assim o nível se mantém elevado, em 41 dias. Em outras oportunidades Moan garantiu que esse patamar deve se manter com a chegada de novas marcas no mercado nacional e com o aumento do número de modelos disponíveis para o consumidor.
A quantidade de pessoas empregadas nas empresas associadas à Anfavea diminuiu na comparação mensal, para 155 mil pessoas. “Esse número tem se mantido estável, com leves variações para cima e para baixo. No último mês foram mil funcionários a menos”, comenta o dirigente.
EXPECTATIVAS
A Anfavea espera alcançar a projeção de encerrar 2013 com crescimento de 11,9% na produção de veículos na comparação com o ano passado, para 3,79 milhões de unidades. Para chegar a este volume, as montadoras precisarão fabricar cerca de 286 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em dezembro. O total é inferior à média de produção do acumulado do ano até o fim de novembro. Apesar disso, o volume é alto para o último mês do ano, tradicionalmente menos aquecido com as festas de fim de ano e as férias coletivas concedidas por muitas empresas.
A entidade preferiu deixar para divulgar as projeções para 2014 apenas em janeiro, quando tiver os resultados deste ano fechados. Ainda assim, Moan fez questão de manter o tom otimista. “Como é um ano de Copa, pode haver retração (da produção). Ainda assim, as vendas serão estimuladas por investimentos em transporte público, que afetará o segmento de ônibus, e obras de infraestrutura, que puxará os negócios na área de caminhões. Para os veículos leves, a demanda para frotas de táxi e de locadoras deve se manter aquecida.”
Assista à entrevista exclusiva com Luiz Moan, presidente da Anfavea:
