
Não foi apenas o tornado Joplin que atrapalhou o desempenho das equipes brasileiras no Baja Kansas, promovido nos Estados Unidos pela SAE Brasil. Na chegada à região, os ventos chegaram a balançar a equipe da Universidade Federal de Pernambuco (Mangue Baja UFPE), que ficou bloqueada na estrada.
“Fomos recebidos em hotéis sem água, gás, eletricidade falhando, muita chuva e vento, sem local para comer”, disse Ronaldo Bianchini a Automotive Business. As fotos que ele trouxe são impressionantes: há cenas de destruição como se tivesse acontecido um bombardeio pesado: carros, caminhões e carretas literalmente voaram e mais de duas mil construções foram arrasadas.
A equipe da Escola Politécnica da USP (Poli Fenix) buscou refúgio em um abrigo logo depois das sirenas darem o alarme de tornado no dia 25, uma quarta-feira. Depois do impacto inicial e do susto, na sexta-feira os Bajas brasileiros estavam montados, brilhando, prontos para o início das provas estáticas. Começam com uma vantagem: receberam as melhores notas nos relatórios de custos, recebendo 15 pontos cada uma. Na lista, outras sete equipes levaram 14 pontos. “Em meio a todas as dificuldades, as três equipes brasileiras passaram pelo desafio de enviar relatórios de custos e dos projetos, além dos próprios carros”, disse Bianchini.
A final aconteceu domingo, 29, e os ventos também não sopraram a favor durante o enduro. Mesmo partindo na dianteira, as equipes brasileiras foram duramente afetadas com os obstáculos de concreto, troncos, piscinas de lama e uma bela rampa seguida de mais uma piscina.
A FEI Baja vinha entre os ponteiros até 30 minutos do final quando uma avaria na transmissão obrigou a uma parada longa. A Poli Fenix foi mais resistente às dificuldade da pista, mas um voluntário quebrou o sistema de partida do motor, obrigando o seu retorno aos boxes e causando perda de tempo precioso. O Mangue Baja UFPE sofria constantemente na saída de uma das piscinas e acabou ficando fora do enduro.
“A quantidade de vítimas com quebras de suspensão e sistemas de direção foi considerável e o bajas e voluntários mais se assemelhavam a um bloco de lama em movimento”, relatou Bianchini.
Para a FEI, restou um sexto lugar na classificação geral.
Foto: o Baja da FEI, mesmo abatido pela lama durante o enduro, ficou com o sexto lugar na classificação geral.