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Informações atualizadas às 21h36
Paulo Ricardo Braga, AB
Ganha volume o grito de alerta contra a desindustrialização e pela preservação de empregos no País. Uma megamanifestação sindical, com apoio de organizações empresariais, está marcada para o próximo dia 4 de abril, diante da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no Ibirapuera, na capital paulista.
Nesta segunda-feira, 19, os organizadores estiveram reunidos com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em São Paulo, em busca de suporte para a iniciativa, promovida inicialmente pela Força Sindical, mas agora com o apoio público de boa parte da cadeia de produção automotiva. Será um evento engrossado especialmente por metalúrgicos, não se descartando a possibilidade de as montadoras e fabricantes de autopeças “liberalizarem” a presença de seus trabalhadores. O prefeito declarou que apoiará a manifestação.
“A Prefeitura atende ao pedido dos organizadores e dará todas as condições necessárias à realização do ato para que o movimento possa ter visibilidade e a sociedade brasileira possa compreender a situação de desindustrialização que temos hoje e suas consequências”, afirmou Kassab.
Os organizadores esperam que nada menos de 100 mil pessoas estejam defronte à Assembleia na manifestação em defesa da indústria nacional – um discurso que nesse momento agrada e une patrões e empregados, mobilizando a opinião pública às vésperas do anúncio das novas regras para o regime automotivo brasileiro. Para a mobilização, mais de mil ônibus estarão disponíveis para transportar trabalhadores da região do ABC paulista e cidades do interior do Estado.
CONTRA IMPORTAÇÕES
Paulo Pereira da Silva, deputado federal e presidente da Força Sindical, reconheceu que o encontro com a presidente Dilma Roussef, na semana passada, para tratar de desindustrialização, foi “um fracasso”. Ele disse ao jornal Valor que há sinalização de esforços por parte do poder público para combater o avanço das importações, mas faltam medidas mais eficazes e ágeis.
O dirigente sindical esteve nesta segunda-feira, 19, com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reforçando o pedido de apoio para a votação do Senado sobre a Resolução 72, da guerra dos portos, que defende a cobrança do ICMS no destino e não na origem da mercadoria.