
O sexismo é apenas um dos aspectos que arranham a imagem da Uber. A sturtup do Vale do Silício sofre avalanche de críticas internacionalmente e já foi questionada por concorrência desleal com outros aplicativos e ainda pelo aspecto trabalhista. Em fevereiro deste ano, a justiça de Belo Horizonte (MG) tomou decisão favorável a um motorista, atestando que a relação dele com a companhia configurava vínculo empregatício. O anúncio da mudança cultural pretende justamente reverter a imagem de que a Uber é moralmente questionável.
Mesmo diante das acusações, a companhia garante que segue em expansão, com aumento do número de corridas até mesmo nos Estados Unidos, onde uma série de campanhas on-line pedem que os usuários boicotem o aplicativo. “Estamos em uma posição afortunada de poder fazer as mudanças necessárias na empresa enquanto o negócio está saudável”, disse em coletiva de imprensa Rachel Holt, responsável pela estratégia da empresa no Canadá e nos Estados Unidos. A executiva pretende impedir que a imagem da companhia continue a se deteriorar, algo que pode representar uma ameaça real ao sucesso da Uber no futuro.
A plataforma de transporte individual pretende melhorar a relação com os motoristas ao criar mecanismos que garantam receitas mais estáveis, tecnologias para reduzir o estresse da experiência ao volante e para melhorar a comunicação. Arianna Huffington, que integra o conselho de administração, afirmou que há esforço interno para eliminar as situações de machismo e assédio e que não há mais espaço na companhia para “idiotas brilhantes”. Segundo ela, a tolerância para comportamentos desrespeitosos será zero. Como parte do esforço para transformar sua cultura e sua imagem, a Uber vai lançar no fim de março o seu primeiro relatório de diversidade e inclusão.