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Diesel coloca o governo em saia justa

O ministro Carlos Minc garantiu que a partir de janeiro de 2009 só poderão ser emplacados caminhões e ônibus que atendam às normas do Conama conhecidas como P6, que exigem combustível S50, com menos de 50 partes de enxofre por milhão. Não se tem notícias de veículos prontos para atender a essa regra a tempo. Nem mesmo da chegada de um diesel para abastecer eventual nova safra de veículos P6, mais sofisticados e vulneráveis na hora de digerir o combustível. A única coisa certa é que vamos assistir a um enorme teatro para acomodar o impasse, que poderá chegar à esfera da Casa Civil apesar do ano eleitoral. A posição do ministro, que radicalizou depois das justas pressões dos ambientalistas, colocou o governo (mero expectador do desastre por longo tempo) de saia justa. O Ministério Público avisou que iria processar a Petrobras, montadoras, ANP e Ibama. A relação de omissos teve até a ex-ministra Marina citada pelo atual ministro do Meio Ambiente, que garantiu não ter cedido a pressões para aceitar um eventual adiamento da P6. Mas ele discutiu medidas compensatórias para um adiamento, enquanto técnicos como Gabriel Murgel Branco, da EnvironMentality, diziam que compensações seriam uma balela: o estrago está feito. Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica USP, garante que há um enorme impacto das emissões de poluentes em metrópoles como São Paulo – e destacou os corredores de ônibus como um dos piores lugares. O empresário Oded Grajew (do Movimento Nossa São Paulo) e todos nós sabemos que a poluição mata. Outros ambientalistas conscientes, de plantão, cobram os responsáveis por esse capítulo cheio de descasos das partes envolvidas.
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cria

16 set 2008

2 minutos de leitura