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Diesel: fabricantes têm que correr para reduzir emissões

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Giovanna Riato

23 set 2010

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

A indústria não deu conta de se adequar a norma de emissões Euro 4 para veículos pesados, que deveria ter sido implementada em 2009. Agora, o setor se movimenta para saltar direto para a Euro 5 em 2012.

Para Olimpio Alvares Júnior, engenheiro especializado no monitoramento de emissões de veículos a diesel da Cetesb, se o Brasil quiser realmente chegar ao nível de emissões da Europa, que hoje fica em torno de 15 ppm, será necessário investir com mais vigor na produção de combustível.

Ele aponta que a falta do óleo foi o maior responsável pela adequação ter sido adiada. “As montadoras têm a tecnologia, já que fabricam os veículos em outros países com legislações mais rígidas”, defende o especialista. O engenheiro diz que, apesar da corrida para atender a Euro 5, fabricantes de combustível devem se preparar para intensificar a produção do diesel mais limpo a médio prazo. “Ainda não estamos no nível Europeu por falta de investimento dos fornecedores do diesel”, afirma.

Neste cenário, o desenvolvimento de novos combustíveis, adequados ao mercado brasileiro, pode ser uma solução interessante. O diesel de cana-de-açúcar, desenvolvido pela Amyris e que está em teste em ônibus da cidade de São Paulo, pode tornar-se uma alternativa. “Tenho pouca informação sobre este assunto mas só pelo fato de ser um derivado de cana já é possível adiantar que há uma redução considerável nas emissões de material particulado”, explica Alvares Júnior.

A Mercedes-Benz, parceira da Amyris no projeto do diesel de cana, afirma ter chegado a 9% de redução nas emissões de material particulado em testes com uma mistura de 10% do combustível com o diesel comum. O biocombustível não exige adaptações do motor e pode ser utilizado puro ou misturado em qualquer proporção, a exemplo do uso do etanol em um carro flex.