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Diesel S50 e Arla 32 dominaram painel sobre comerciais

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Redação AB

22 ago 2011

5 minutos de leitura

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Wagner Gonzalez, AB (foto: Ruy Hiza)

A implantação de novos padrões de combustível e a preparação de revendedores e operadores de veículos comerciais são pontos que demandam atenção da indústria. Essa visão reflete o debate realizado no painel “A Evolução dos Veículos Comerciais” durante o Simpósio SAE Tendência e Inovação na Indústria Automobilística, que ocorre nesta segunda-feira, 22, no Sheraton WTC.

-Confira aqui a cobertura completa do Simpósio Tendências e Inovação na Indústria Automobilística

Liderado pelo diretor de desenvolvimento de produto da Iveco e diretor da SAE Brasil, Renato Mastrobuono, o encontro teve como debatedores Bernardo Fedalto (Volvo), Christopher Podgorski (Scania), Gastão Rachou (MAN Latin America) e Oswaldo Jardim (Ford).

Um dos pontos mais comentados no painel ressaltou o controle de qualidade do novo diesel e da ureia que serão oferecidos ao mercado a partir de 1º de janeiro de 2012 (S50 e o Arla 32). Ambos deverão reduzir o índice de emissões por motores a diesel graças a um novo sistema de exaustão. A regulamentação brasileira impõe que a partir dessa data somente sejam produzidos veículos comerciais equipados com motores que atendam as normas importas pela regulamentação conhecida como Euro 5 ou Proconve 7.

A maneira como essa implantação será feita não preocupa Christopher Podgorski, vice-presidente de vendas e marketing da Scania América Latina: “Essa mudança não é um bicho de sete cabeças e vai proporcionar, a julgar pelo trabalho que desenvolvemos até agora, uma redução de 6% a 9% no consumo de combustível. O ponto importante é que o produto oferecido ao mercado tenha um bom controle de qualidade.”

Podgorski recorda que o combustível adulterado pode inutilizar o sistema de exaustão dos novos motores, que usa materiais nobres e alta tecnologia. Oswaldo Jardim, diretor de operações de caminhões da Ford América do Sul, mencionou que o custo do novo equipamento pode ser diluído de várias maneiras, como o maior espaçamento entre as revisões do veículo, mas enfatizou que o maior benefício será de outra ordem: “Veremos níveis de consumo mais baixo graças a curvas de torque e potência mais planas. Porém, a poluição infinitamente menor que esses motores irão produzir é o maior legado que essa geração vai deixar.”

Tal como Jardim, Bernardo Fedalto Júnior, diretor de caminhões da Volvo América do Sul, destacou a importância de oferecer o S50 e o Arla 32 em todo o País, compromisso assumido pela Petrobras e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Contudo, como a rede de distribuição poderá não estar totalmente preparada no início do ano que vem, sua empresa já tem opções para corrigir os efeitos causados pelo uso dos veículos de forma inadequada: “Caso um operador utilize seu veículo com o combustível fora das especificações da norma Euro 5/Proconve 7, ele deverá fazer uma revisão em nossa rede para detectar possíveis estragos ao motor.”

Fedalto Júnior lembrou ainda que todos os fabricantes do setor manterão os padrões de garantia atualmente empregados pela indústria para os veículos fabricados a partir de 2012.

Gastão Rachou, diretor de engenharia e estratégia de produto da MAN Latin America, garantiu ainda que sua rede de concessionárias está pronta para trabalhar com a nova especificação, mas todos devem fazer sua parte: “O governo também tem de garantir que o combustível tenha o padrão de qualidade adequado. Ao contrário do que aconteceu com a implantação da norma Euro 3, desta vez estamos implantando o Proconve 7 de uma única vez.”

Para Renato Mastrobuono, coordenador do debate, o setor jamais viu um empenho conjunto tão forte: “Nunca todos os fabricantes se empenharam tanto e de forma tão integrada quanto nesta fase.”

Futuro terá mais cores além do novo combustível

Oswaldo Jardim (Ford): “O mercado brasileiro aberto nos força a buscar mais reduções de custos e agregar mais benefícios ao produto.”

Gastão Rachou (MAN Latin America): “Estamos treinando rede e consumidores para atender e operar os novos produtos.”

Christopher Podgorski (Scania América Latina): “A eletrônica embarcada vai interagir cada vez mais com o motorista.”

Bernardo Fedalto (Volvo): “Veremos redução de peso e a consequente redução de consumo e maior utilização de recursos eletrônicos.”

Renato Mastrobuono (Iveco): “ Quem não tem como comprar os novos produtos deverá receber benefícios por meio das políticas públicas.”