O ministério também ordenou que a empresa apresente um plano de recall a partir de 6 de janeiro de 2016 para 125,5 mil veículos equipados com o motor EA189 Euro 5 nas versões 1.6 e 2.0 e vendidos principalmente entre 2008 e 2015 naquele mercado. A pasta acrescenta que ainda não verificou se os modelos equipados com o motor EA288 Euro 6 têm as emissões manipuladas pelo software. Os testes do governo sul-coreano em modelos a diesel de outras 15 marcas serão concluídos em abril.
A filial da Volkswagen na Coreia do Sul afirmou que os detalhes do recall serão anunciados pela matriz, na Alemanha.
CONSEQUÊNCIAS NA AUDI
Enquanto isso, a Audi, uma das marcas do Grupo Volkswagen, suspendeu dois de seus engenheiros como parte da investigação interna sobre a fraude dos testes de emissões em seus veículos a partir da instalação de um software que burla os resultados, segundo informação dada pelo CEO da Audi, Rupert Stadler, na quinta-feira, 26, ao jornal alemão Donaukurier.
As suspensões confirmam e elevam para oito o número de pessoas que estão afastadas por conta das investigações internas, incluindo pelo menos seis altos executivos, informa o jornal.
Na mesma data da reportagem, tanto o Grupo VW quanto a Audi notificaram as autoridades dos Estados Unidos sobre 85 mil veículos com motor 3.0 V-6 a diesel que estão equipados com o sistema que frauda as emissões, o que não tinha sido comunicado até agora aos órgãos reguladores daquele país, intensificando o escândalo que começou em setembro. O motor diesel V-6, projetado e produzido pela Audi em sua fábrica de Neckarsulm, na Alemanha, é amplamente utilizado em modelos premium do grupo em veículos ano modelo 2009 a 2016 e vendidos pelas marcas Volkswagen, Audi e Porsche.
A admissão da Audi, que contribui com cerca de 40% do lucro do Grupo VW, está aumentando a pressão sobre Stadler, que está na companhia há 25 anos.
“O que está em jogo agora é [descobrir] a verdade e não vou descansar até que tudo esteja sobre a mesa”, respondeu Stadler em sua entrevista ao jornal quando questionado sobre as possíveis consequências pessoais da investigação na empresa.
Desde que admitiu a fraude em motores a diesel há cerca de dois meses, o escândalo já causou a demissão do principal executivo do Grupo Volkswagen, Martin Winterkorn, que renunciou ao cargo de CEO logo após o caso vir à tona. O grupo também já perdeu o equivalente a € 20 bilhões em valor de mercado.
A companhia está enfrentando um escândalo de emissões em três frentes: o software instalado em veículos a diesel em cerca de 11 milhões de motores (menores) em todo o mundo; irregularidades na classificação de dióxido de carbono (CO2) em cerca de 800 mil e a agora o software que também burla emissões em 85 mil motores a diesel (maiores) nos Estados Unidos.