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Dilma Roussef em reunião com empresários. Foto de Wilson Dias, da Agência Brasil
Redação AB
Dilma Roussef concedeu entrevista à revista Veja na quinta-feira passada, depois do encontro promovido com 28 empresários em Brasília, e admitiu estar de acordo que os impostos têm de cair, os investimentos privados e estatais têm de aumentar e o que precisar ser feito para elevar a produtividade da economia brasileira e sua competitividade externa será feito.
“O Brasil está em uma situação agora em que podemos dizer aos países ricos que não queremos o dinheiro deles. Eu disse isso com toda a clareza à chanceler Angela Merkel durante minha visita à Alemanha”, explicou.
A presidente da República alertou que o protecionismo é uma maneira permanente de ver o mundo exterior como hostil, o que leva ao fechamento da economia. “Isso não faremos. Já foi tentado no passado no Brasil com consequências desastrosas para o nosso desenvolvimento. Cito aqui o caso da reserva de mercado para computadores, que, nos anos 80, atrasou a modernização do parque industrial e nos privou de tecnologias essenciais. Não vamos fechar o país. Ao contrário, queremos investimentos estrangeiros produtivos. Mas vamos, sim, defender as nossas empresas, os nossos empregos”.
Dilma disse, ainda, que a China está dando sinais evidentes de fadiga do modelo focado fortemente na exportação. Isso significaria a abertura à importação de bens de consumo brasileiros, além de commodities.