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Direção autônoma gera expectativa na indústria

A direção autônoma mudará mais do que a maneira de ir e vir. Essa foi uma das conclusões do painel “Engenheiros-Chefes: Soluções da Engenharia para os Desafios da Mobilidade” apresentado durante o 23º Congresso SAE, que ocorre até 2 de outubro no pavilhão vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo.
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cria

01 out 2014

2 minutos de leitura

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“A forma autônoma de dirigir vai redefinir nossa realidade e o conceito do carro mudará na cabeça das pessoas”, afirma o vice-presidente de marketing, vendas e serviços da Ford na América do Sul, Natan Vieira. “A necessidade de novas formas de transporte é inevitável”, reforça o gerente executivo de desenvolvimento da Volkswagen do Brasil, Antônio Carnielli Júnior.
“A Volkswagen trabalha em conjunto com outras 17 empresas para tornar o carro totalmente autônomo”, diz Carnielli Jr. Ele acredita que a automação virá em cinco etapas, iniciando-se com a comunicação entre veículos (car2car), como alertas de tráfego congestionado e acidente adiante, por exemplo, passando por advertência de cruzamentos até chegar à direção totalmente autônoma.

No Brasil, a padronização das vias será um grande desafio. “Na Europa, por exemplo, não há lombadas. Elas elevam a altura da traseira do carro em movimento, que é usada como referência pelo radar de quem vem atrás. Este é um dos pontos que requerem adaptações para diferentes mercados dos sistemas que já são produzidos”, afirma o gerente de engenharia da Bosch, Johannes Kopp.

Entre essas adaptações necessárias está o tráfego de motos entre os carros. Kopp recorda que o desafio no trânsito cresce à medida que aumenta também o número de elementos que compõem o ambiente urbano. “Outros pontos a definir são as responsabilidades em caso de falha”, recorda.

Os avanços, porém, são concretos: “O assistente de mudança de faixa começou apenas com alertas e hoje é capaz de trazer o carro de volta para a pista”, conclui Kopp.