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Mercado

Direto do México: Nissan venderá carros chineses no Brasil

Montadora também projeta 500 mil carros vendidos na América Latina em 2027

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Natália Scarabotto

20 ago 2026

2 minutos de leitura

Alta cúpula da Nissan esteve reunida no México pelos 65 anos de atividades no país. Foto: Natália Scarabotto/AB

A Nissan parece ter acordado. A montadora, que enfrenta forte pressão dos veículos chineses no mercado brasileiro e viu a fatia da sua participação cair nos últimos meses, projeta uma reação com uma oferta renovada por modelos desenvolvidos na China.

O CEO global da fabricante, Iván Espinosa, confirmou à reportagem de Automotive Business que esses carros chegarão à América Latina e ao Brasil em 2027. O anúncio foi feito durante o evento de comemoração dos 65 anos da Nissan México, nesta quinta-feira, 20, na Cidade do México.

Estão programados seis lançamentos no ano que vem para a região, com três diferentes tecnologias de powertrains eletrificados. A meta, segundo o executivo, é vender 500 mil veículos na América Latina, com o mercado brasileiro puxando a maior demanda.

Na oportunidade, Espinosa reconheceu a forte concorrência chinesa no Brasil e a reação da marca frente à nova dinâmica de mercado. “Vemos esse crescimento dos novos competidores, que vem de maneira muito dinâmica e rápida. Por isso, estamos trabalhando em transformar nosso desenvolvimento dentro da companhia”, disse.

“Estamos há mais de 20 anos trabalhando na China, não é um mercado novo para nós. Nossas vendas cresceram naquele mercado e estamos trabalhando com produtos novos para América Latina com tecnologias que temos desenvolvido na China”, completou o CEO.

O executivo assumiu o comando global da Nissan no ano passado, com o objetivo de reestruturar toda a operação global da companhia. Para isso, lançou o plano Re:Nissan, que se apoia em três frentes principais: redução de custos, reestruturação do portfólio de produtos e fortalecimento de parcerias.

Nesse sentido, a montadora busca fortalecer parcerias. Uma possibilidade que vem sendo costurada é com a Dongfeng, com quem mantém uma joint venture na China, dirigida atualmente por Espinoza.

“Dongfeng é um dos nossos parceiros globais e estamos vendo o que podemos fazer junto com eles dentro do mercado. No momento, não temos anúncios específicos para o Brasil”, disse Espinosa.

Segundo Guy Rodriguez, presidente da Nissan na América do Sul, o foco da montadora no Brasil são os dois últimos lançamentos, os utilitários Kicks e Kait.

“A fábrica de Resende [RJ] segue em pleno funcionamento, com dois turnos e produzindo 28 carros por hora. A produção é muito eficiente, o foco agora são as vendas de produto”, completou.